VIAGEM CURITIBA – PORTO RICO – CURITIBA – 1207,7 km
VIDA DE APOSENTADO! É dura…
IDA – 23/06/2013 – Domingo: de Curitiba-PR-BR a Porto Rico-PR-BR = 604,0 km
Percurso: Curitiba /Campo Largo /São Luís do Purunã /Ponta Grossa /Imbau /Ortigueira /Apucarana /Jandaia do Sul /Marialva /Maringá / Paranavaí /Loanda /São Pedro do Paraná /Porto Rico.
VOLTA – 25/06/2013 –Terça-feira: de Porto Rico-PR-BR a Curitiba-PR-BR = 603,7 km
Percurso: Porto Rico /São Pedro do Paraná /Loanda /Paranavaí /Maringá /Marialva /Jandaia do Sul /Apucarana /Ortigueira /Imbau /Ponta Grossa /São Luís do Purunã /Campo Largo /Curitiba.
Pois é, sessentões aposentados, do trabalho mas não da vida! Vamos ao relato.
Estamos nos preparando para a viagem longa (a partir de 21/07) e as viagens curtas são o teste de resistência: dos sessentões e da Joaninha (moto).
Estávamos programados para viajar no dia 22 (sábado), mas devido ao dilúvio que estava ocorrendo no estado decidimos adiar por um dia, até porque os noticiários mostravam vários deslizamentos, consequência das chuvas.
Pensamos: deixamos que o Sol faça sua parte no sábado, matamos dois dias de compromissos com a academia e viajamos no domingo, afinal, por que nos aposentamos?
Domingo cedo partimos rumo a Porto Rico situado ao noroeste do Estado do Paraná, sob uma intensa neblina já desde casa. Na estrada, não foi diferente. Na serra próximo a Mauá da Serra além da neblina quase impenetrável à visão, ainda estava chovendo bastante o que tornou a pilotagem perigosa não só pelas condições climáticas e estrada sinuosa, como também pela grande quantidade de óleo derramado na pista pelos caminhões. Ainda bem que as poças de água tornavam visível todo esse óleo.
Em torno das 15h chegamos à Pousada Pôr do Sol não sem antes pular dezenas de lombadas fora de padrão em Loanda e no centro de Porto Rico.
Depois de mudarmos uma vez de quarto, devido alguns problemas de manutenção, nos alojamos na pousada. Troca rápida de roupa e saímos para explorar as margens do Rio Paraná.
Num belo calçadão no alto da barranca do rio já começamos a sentir a beleza natural do local. O rio maravilhoso e sereno, dezenas de pássaros e a calma paisagem com botes amarrados à margem e balançando com a marola. Calma essa só quebrada pelo som altíssimo de música sertaneja nos botecos ribeirinhos e carros estacionados da molecada que conversava em grande algazarra. Afinal, era fim de tarde de domingo todos se despedindo da folga.
Tiramos dezenas de fotos e seguimos até um trapiche para curtir o famoso pôr do sol de Porto Rico incendiando as águas do “Paranazão”. As nuvens não deixaram o astro rei exibir todo o seu esplendor, porém ainda assim o espetáculo foi realmente excepcional.
Sol posto, noite chegando e como ninguém é de ferro – ainda mais que não almoçamos – fomos jantar no Restaurante Beira Rio onde degustamos um excelente pintado grelhado ao alho acompanhado de uma “geladinha”.
Acordamos preguiçosamente como bons aposentados em manhã de segunda-feira, tomamos café e saímos dar uma volta pela cidade. Fizemos compras no mercado, conhecemos a praça principal da cidade bem como a sua igreja e observamos que estávamos em uma “cidade pesqueira” com várias marinas estruturadas, inclusive com lojas de conveniência para atender os proprietários dos barcos e lanchas.
No retorno subimos num mirante construído em uma praça de eventos. O Jota falou: “Pô, esse mirante está no meio das árvores, mal dá prá ver o rio”. Mal ele fechou a boca e um bando de uns 10 tucanos pousou numa árvore alta bem na nossa frente nos dando um maravilhoso espetáculo.
Chegando à pousada contratamos um barco para passear no rio Paraná. Descemos até o embarque da marina da pousada e lá estava o barqueiro Zezinho nos esperando para o passeio. Os passeios são três: o primeiro (R$60,00) até a ilha onde se localiza a prainha de Porto Rico, que de outubro a março é o “point” da cidade; o segundo passeio compreende uma volta por algumas ilhas do rio e também passagem pela prainha (R$80,00); e o terceiro, chamado de “passeio completo”, além de passar pelas ilhas e pela prainha, entra alguns quilômetros num dos afluentes que desemboca no rio Paraná, o rio Bahia, localizado no Estado do Mato Grosso do Sul (R$150,00).
Optamos pelo passeio completo, embarcamos no Titanic II, e descobrimos porque o rio Paraná, em tupi significa “parecido com mar”. Esta região possui o maior trecho do rio vivo em terras brasileiras, onde corre livre, sem represas e com uma grande variedade de espécies de peixes. Ao longo do passeio vimos belíssimas praias naturais e a exuberância das reservas naturais da flora atualmente preservada, mas que, segundo nosso piloto Zezinho, já foi vítima de grandes queimadas.
Da fauna vimos somente uma tartaruga morta boiando, provavelmente, vítima de hélice de barco. A pesca é permitida e a caça, apesar de proibida, continua sendo praticada.
Na terça-feira, dia do retorno, além de chover a noite toda amanheceu com chuvas e trovoadas. Consultamos o Clima Tempo e era chuva por todo lado. Assim optamos em fazer o mesmo caminho da vinda, pois já conhecíamos a estrada e de Loanda prá frente, só estrada pedagiada. Nossa preocupação era com barreiras deslizantes e pontes interditadas. Passamos por algumas barreiras – estrada já em meia pista para retirar os entulhos da estrada e por algumas pontes onde os rios estavam lambendo a parte de baixo do piso da ponte.
Foram quase 604 km de chuva e frio o tempo todo e, em alguns lugares com neblina, vento forte e buracos na pista, tudo junto.
Saímos às 8h e às 16h15min estávamos em casa. Valeu prá recordar a maneira de pilotar na chuva e foi um belo apronto para a nossa grande viagem de julho/agosto próximos. Depois, assistindo aos noticiários, vimos que até tivemos sorte de chegar a nossa casa sem problemas, pois vários pontos das estradas do Paraná estavam com o trânsito comprometido devido às chuvas intensas.
Vida de aposentado é moleza? Claro que não, passeamos em dias úteis, tivemos que testar nossa acuidade visual, auditiva e tônus muscular, tudo sobre duas rodas, com a bela Joaninha sendo paquerada e, gentilmente, convidada a ultrapassar vários carros, que cediam espaço, indo para o acostamento, para nos deixar passar.
DADOS TÉCNICOS – IDA:
TEMPOS: a) em movimento = 6h16min; b) parado = 38min; c) total = 6h54min.
VELOCIDADES: a) Média em Movimento = 96,0 km/h; b) Média Total = 89,0 km/h.
DISTÂNCIAS: a) Do dia = 604 km; b) Acumulada = 604 km.
CONSUMO: a) Do dia = 14,47 km/l; b) Acumulado = 14,47 km/l; c) Fatores do acumulado > 515,5 km e 35,63 l.
ESTRADAS:
- BR-277 de Curitiba até São Luís do Purunã – pedágio S. L. Purunã = 3,20 – ótimo estado;
- BR-376 de São Luís do Purunã até Cintra Pimenta – pedágio de Witmarsun = 4,60, pedágio de Ponta Grossa = 4,30, pedágio do Imbaú = 4,30, pedágio de Ortigueira = 4,30, pedágio de Marialva = 3,10 e pedágio de Paranavaí = 4,10 – alguns buracos rasos e algumas obras – bom estado.
- PR-182, PR-218 e PR-476 da BR-376 até Porto Rico – estradas estreitas, vários buracos já profundos, muitas lombadas fora do padrão, falta de sinalização horizontal e sem acostamento – estado razoável;
DADOS TÉCNICOS – VOLTA
TEMPOS: a) em movimento = 7h31min; b) parado = 41min; c) total = 8h12min.
VELOCIDADES: a) Média em Movimento = 80,0 km/h; b) Média Total = 74,0 km/h.
DISTÂNCIAS: a) Do dia = 603,7 km; b) Acumulada = 1207,7 km.
CONSUMO: a) Do dia = 15,48 km/l; b) Acumulado = 15,25 km/l; c) Fatores do acumulado > 1207,7 km e 79,21 l.
ESTRADAS:
- Considerar as observações efetuadas para a IDA, pois retornamos pela mesma rota fazendo o caminho inverso, com exceção da pista da BR-376, destino Curitiba, a qual apresenta muitos buracos o que não condiz com os pedágios cobrados.
POUSADA PÔR DO SOL
Endereço: Av. Marli Reami Cutolo, s/n – Porto Rico – PR..
Telefone: (44) 3427-1417.
WEB: www.pousadapordosol.com.br
Diária Casal: R$ 150,00 (com café da manhã).
Nossa Avaliação: alguns problemas de manutenção, mas bom.
FOTOS: