RUMO AO PACÍFICO – 2004
A chegada ao Chile é brindada pela serra Los Caracoles, que desce a Cordilheira dos Andes, um autorama natural, com mais de 20 curvas de 180 graus, pelo lado chileno.
Puente Del Inca, lugar de incomparável beleza é considerada uma geoforma única no mundo e conta lenda que um grande líder inca estava fugindo dos espanhóis e, quando chegou ao rio Las Cuevas, milagrosamente, formou-se uma ponte para que ele pudesse atravessar.
Comecei a cantar, feito uma louca, para me desligar dos raios e trovões assustadores. O vento fortíssimo carregava as motos para fora da pista, obrigando aos pilotos voltarem a 45 graus contra o vento em direção à contra mão até serem arrastados novamente.
Será que conseguiremos visitar os vulcões Villarica e Osorno? No nosso projeto visitar os vulcões era um objetivo e até hoje… conseguido.
A vista do Cerro Campanário (8 km de Bariloche) é a mais deslumbrante de toda Bariloche e uma das sete vistas mais lindas do mundo, segundo a National Geographic.
Foram aproximadamente 8.700 km rodados, de 21 de fevereiro a 08 de março de 2004.
Acompanhe essas e outras passagens, viajando conosco. Boa leitura!
Os preparativos:
Todos recuperados dos sustos do Ushuaia, motos trocadas, passeios mensais para curtir as novas motos e começamos a pensar na nova viagem longa, para o início de 2004.
Cumprindo o rito do grupo, foram realizadas várias reuniões para escolher a
nova viagem longa: pisar no Chile, descer “los caracoles”, conhecer o Pacífico, os lagos e nós mulheres vislumbramos algo fantástico: que tal Santiago e suas jóias em lápis lázuli?
Perfecto! Todos motivados, interesses aguçados e agora é só começar a detalhar o planejamento.
Mas antes, repassar os traumas da viagem a Ushuaia, onde começaram as cobranças: definir as listas de bagagem individual e coletiva, conseguir um compressor para encher pneu (ligado nas tomadas das BMW) e um cabo para fazer chupeta de bateria, além da principal cobrança, em tom ameaçador, todos teriam que revisar suas motos, incluindo pneus.
Por que o Pacífico?
Porque conhecer o Chile, com seus 4.300 km de comprimento e 175 km médios de largura, indo do deserto mais seco do mundo, o Atacama (ao norte e um dos objetivos futuros) até o clima alpino, com geleiras, vulcões e lagos ao sul, era o sonho coletivo. E por que não Bariloche, famosa estação de esqui, rodeada por por lagos e montanhas, uma das 7 vistas mais lindas do mundo, o Cerro Campanário?
Assim nasceu o projeto 2004: “Rumo ao Pacífico”.
O percurso começou a ser detalhado, com os pilotos debruçados sobre os mapas, para traçar os melhores percursos e chegar aos pontos turísticos: Aconcágua; vulcões Vilarrica e Osorno; Viña Del Mar e Isla Negra (esta para sentir a energia do apaixonado e polêmico Pablo Neruda) e Barilo
che.
A véspera:
Todos prontos para a grande viagem com suas motos revisadas, preparadas e devidamente “monitoradas”, principalmente na questão pneus.
O Marco organizou uma festa de despedida para os familiares e amigos do grupo. Estiveram presentes os viajantes: Marco e Graci, com os filhos; Moreira e Solange, com a amiga Mônica; Ayrton e Eleane; Carlão e Simone; César; Luiz e Josemara, (acompanhado dos filhos), além dos Saidafrentianos Fabri e Márcia; Gabriel; Miranda e Lúcia (acompanhados do filho).
Teve faixa comemorativa e uma foto especialmente para homenagear o Mauro, um amigo chileno que nos ajudou na viagem a Ushuaia (mais tarde esta foto, com um pequeno texto, foi entregue em mãos ao Mauro, pelo Ayrton e a Eleane, em Cerro Sombrero, Chile).
Roteiro Pacífico