3º dia: segunda-feira, 17 de fevereiro de 2003, de Chuí-RS a Colônia Del Sacramento-UY = 568,3 km rodados em 10 horas (média de 56,83 km/h)
Percurso: Chuí/Chuy/19 de Abril/Punta Del Leste/Montevideo/Ecilda Paullier/Colonia Del Sacramento
Saímos às 7h30min. Atravessamos a fronteira Brasil-Uruguai, cruzando a rua. Paramos na alfândega, encostamos as motos, tiramos capacete, luva, pegamos os documentos, entramos na fila e carimbamos tudo. Depois, arrumamos tudo de novo e quando fomos passar dois metros à frente, um guarda que tinha assistido toda a nossa operação (naquele momento só nós estávamos saindo) nos mandou parar para checar tudo de novo...
Durante o dia o tempo alternou em sol logo cedo, nuvens carregadas, chuva e sol no final da tarde, com vento forte o tempo todo. País interessante, plano, boas estradas de concreto pedagiadas (motos não pagam). Num trecho da estrada nos surpreendemos com a indicação que também era pista de avião. Avistamos, ao longe, o “Forte São Miguel”, mas não paramos. Provamos alfajores e um excelente café. A gasolina uruguaia custa quase um dólar o litro.
Alteramos o roteiro, para pegar a costa em Barra Maldonado, onde seria mais bonito. De lá fomos até Punta Del Este e Montevideo. Chegamos a Punta Del Este com chuva e não pudemos apreciar muito o balneário. Passamos pela famosa escultura dos dedos, mas não fotografamos. Tempo chuvoso e forte vento. Beira mar até Piriápolis. Alguns pequenos erros de navegação nos fizeram chegar à cidade de Pan de Azucar. Foi um vestibular de vento.
Na chegada à Colônia Sacramento um susto: cadê a nossa mochila, que estava na moto do Lu? Na mochila, além de U$1.200, estava toda a roupa de frio, tamanho “extragrande” do Jota e seria complicado substituí-las. Foi a primeira grande preocupação. Depois de algumas voltas achamos a mochila com algumas pessoas, à beira da estrada. Percebemos então que ela tinha caído numa lombada. Um pessoal viu e recolheu. Depois soubemos que eles já tinham ligado aos hotéis da cidade, para avisar que tinham achado a mochila - isto que é honestidade. Surpreendemo-nos com esta atitude - viva o povo uruguaio! Depois de instalados no hotel passeamos pela cidade. Curiosidade no hotel: todas as empregadas eram mulheres, inclusive as carregadoras de bagagens, mocinhas na faixa dos 60 anos de idade, carregando as bagagens dos marmanjos.
Durante o dia, várias vezes, a nossa moto engasgou as marchas. Foi só lubrificar o sistema alternativo de cambio que resolveu.
À noite passeamos pela simpaticíssima cidade uruguaia, antiga, bem estruturada e grande. Fomos jantar no centro histórico, num pitoresco restaurante (o mais simpático aos olhos do Carlão), com o cozinheiro no meio das mesas e com as paredes pintadas, reproduzindo pinturas impressionistas.
No dia seguinte teríamos que atravessar o Rio da Prata (o mais largo do mundo, chegando a ter 200 km no ponto de maior largura). Optamos por pegar o barco rápido, às 09:30 da manhã, pagando quase R$ 220,00 cada um!
Música: A Million Little Pieces – Placebo