Dia a Dia – Uruguai 2005


6° dia: quarta-feira 30 de março de 2005, em Montevidéu-UY

Continuamos em Montevidéu/UY, a capital e maior cidade do Uruguai. É considerada a cidade que oferece melhor qualidade de vida na América Latina e está entre as 30 cidades mais seguras do mundo. A moto do Marco ainda não estava pronta, mesmo com o mecânico da BMW, dedicado, tendo desmontado a moto e trabalhado nela, até tarde da noite, na garagem do hotel.

Passeamos pela parte antiga da cidade e perto do porto, onde almoçamos no antigo mercado municipal. Os vestígios do passado histórico da capital são alguns dos maiores atrativos turísticos. A Praça da Independência, a mais importante do país, ainda possui um dos portões da antiga muralha que cercava a cidade no período colonial.

À tarde tiramos uma soneca (enquanto o Marco recebia a bateria da sua moto, após uma discussão com a atendente do hotel que não queria permitir a continuidade do conserto da moto na garagem) e nós, mulheres, fomos às compras para participar do jogo, devidamente paramentados. Compramos perucas verdes e amarelas, apitos, buzinas e maquiagem “a la bandeira do Brasil”.

Andando na rua, desde cedo já sentimos a agitação e a energia pré-jogo, que é vital para os uruguaios (se perdem estão fora da copa). Por onde andamos ouvimos provocações do povo, antes amável com a gente. No fim da tarde fomos de táxi até o estádio e lá chegamos às 19h30min, duas horas antes da partida. Em meio à multidão ao redor do estádio havia muitos mendigos e pessoas desesperadas por dinheiro, além de bêbados e drogados.

Levamos a faixa do SAIDAFRENTE, na esperança que nossos parentes nos vissem pela televisão. Na espera para o início da partida enfrentamos muito frio e vento. O estádio ficou completamente lotado, algo em torno de 40.000 pessoas. Nós ficamos no espaço reservado à torcida brasileira (com aproximadamente 2.000 torcedores). A maioria dos brasileiros estava em família, inclusive com filhos menores, sendo uma grande festa. Infelizmente dois torcedores brasileiros, exceções à maioria, provocavam os uruguaios de forma inaceitável, muito além da natural competitividade. Assim, criaram uma reação semelhante dos uruguaios, que chegaram a jogar pedras em nós. O Uruguai saiu na frente, mas o jogo acabou em 1 x 1, gol do Emerson, pelo Brasil. A segurança policial do estádio nos reteve quase meia hora, para que não houvesse encontro de torcidas. Depois de certa dificuldade para encontrar três táxis, chegamos ao hotel por volta da meia noite e meia.

Nós, tendo o Fabri como parceiro no táxi, paramos em uma barraca de sanduíche e comemos um pão com lingüiça delicioso. Repetimos, batemos papo e fomos descansar de barriga cheia, como fazem os animais.

Música: Sicuri – Best Intruments  from the AN