Dia a Dia – Puerto Natales 2009/10


25° Dia – 19/01/2010 – Terça-feira: Puerto Rico-Ar e Barracão-PR-BR

Após uma tarde e uma noite inteira sendo monitorados e medicados, fomos liberados do hospital em torno das 9h. O Jota já estava indócil, provocando risadas nas enfermeiras com suas atitudes do português “João vai, já foi”.

Para ser liberado cedinho chegou a negociar a Tana como garantia para poder sair do hospital, antes de a médica, Dra. Paola, nos liberar. O Jota foi até a polícia onde fez o B.O., enquanto a Tana, a partir daquele momento, passou a ser chamada pelas enfermeiras de la garantia, aos risos.

B.O. pronto, contato com o seguro para passar os dados e providenciar o transporte da Bela. Recebemos a notícia que nós precisávamos levá-la até o Brasil.

Com a ajuda do comissário Roda entramos em contato com rapaz que tem uma revenda Honda em Capioví e negociamos com ele o transporte da Bela, da Tana e do Jota até Barracão no Brasil.

Durante o embarque da Bela na polícia foi um bate papo de amigos e até os presos se amontoaram em uma grade para assistir a despedida da Bela da Estrada.

Agora mais um casal maravilhoso entra em cena, Cuanco e Silvia. Um casal jovem e simpático que abriu mão dos seus compromissos para nos trazerem até Barracão. Tiveram paciência, aguardaram lancharmos e seguimos viagem batendo muito papo, onde descobrimos que ontem também nos ajudaram, inclusive foram eles que transportaram a Bela até a Comissaria Policial.

Viajaram conosco, abaixo de chuva, os 240 km que faltavam para chegarmos a Barracão e não nos deixaram compensá-los financeiramente. Mais uma bela atitude de solidariedade e despreendimento de um casal que gosta de vir ao Brasil o mesmo tanto que nós gostamos de ir à Argentina.

Viagem sem problemas e a Bela está aguardando o transporte do seguro, na garagem do Hotel Província, onde vamos passar a noite contando com a presença da irmã da Tana, a Leti e seu marido Rogério, os quais se deslocaram de Curitiba especialmente para nos levar para casa.

Para encerrar o relato de experiência tão intensa, nosso primeiro acidente em pouco mais de 15 anos de viagens sistemáticas de moto, vamos falar da importância das roupas, botas, luva e capacetes.

Hoje quando Dra. Paola nos deu alta parabenizou a nossa responsabilidade. Relatou que atendem muitos acidentes graves, inclusive com óbito, de motociclistas que não estão paramentados com as propaladas ferragens que protegem motociclistas e garupas.

Nossos capacetes BMW, protetores de coluna BMW e SPIDY, roupas de cordura BMW, IXON e SCOTT, botas BMW e luvas BMW. À exceção das botas, luvas e protetor de coluna BMW, todas as demais peças citadas ficaram no lixo, rasgaram, capacetes amassaram e nós saímos com escoriações e contusões. Citamos as marcas usadas, reconhecidas pelo padrão de qualidade, porque investimos, utilizamos o nosso investimento e cá estamos, sãos, salvos e com uma experiência de relações humanas e de solidariedade riquíssimas.

Até uma próxima, amigos!

Música: Back in the High Life Again – Steve Winwood