5° Dia – 30/12/2009 – Quarta-feira: de Azul-AR a Viedma-AR = 669,4 km
Percurso: Azul /Chillar /Gonzalez Chaves /Tres Arroyos /Coronel Dorrego /Bahia Blanca /Pedro Luro /Cardenal Cagliero /Carmen de Patagones /Viedma
Saímos às 6h20min, mas estávamos acordados desde as 5h, com o dia claro e as pombas alvoroçadas, cantando em nossa janela. Aqui no Sul os dias são longos, escurece às 21h e amanhece às 5h, mas não chega a prejudicar o nosso ritmo biológico, dormimos bem e acordamos descansados.
Quando entramos na Ruta 3 já sentimos o poder da natureza: o astro rei, muito brilhante, não conseguia nos aquecer porque Eolo, o Deus dos Ventos, estava com as bochechas cheias e seu assopro já mostrava que seria um dia de grandes emoções.
O cenário foi mudando aos poucos, o verde exuberante foi sendo substituído pela vegetação rasteira, ora marrom, ora amarelada e no lugar de pastos com animais gordos e saudáveis fomos vendo solo árido com urubus e gaviões, batendo as asas, ininterruptamente, para tentar vencer a força de Eolo, que furiosamente jogava areia e vegetação seca de um lado para o outro do asfalto.
Nossa Bela da Estrada, em sintonia com o piloto, reagia com a mesma fúria que era atacada (vide a média em movimento e também o consumo do dia) e tocava em frente, atravessando cortinas de areia, mesmo com a visibilidade prejudicada. A dupla só teve o comportamento modificado quando alcançou uma caminhonete da Polícia. A aproximação foi lenta e constante, dentro do limite de velocidade da estrada e quando deu chance, ultrapassaram e sumiram, também, lenta e gradualmente. No problema!
Durante o trajeto fomos parados em dois postos de controle alimentar e gastamos algun minutos, abrindo bauletos para mostrar que não havia alimentos, somente roupas e calçados da senhora em um lado e do varone em outro. Nos dois postos os guardas foram gentis, bateram papo, enquanto namoravam nossa Bela.
A lendária Ruta Nacional 3, neste trecho, se encontra em ótimo estado de conservação, conta com boa sinalização e o tráfego, hoje estava mediano, com longos trechos sem cruzar com outros veículos. Sobre duas rodas encontramos somente um argentino em uma Honda BIZ, com uma mochila vermelha, gigante, nas costas e pilotava deitado. Se nós sofremos nas rajadas de vento com redemoinhos, jogando bolas de vegetação seca na estrada, imagina “o pobre da BIZ”, com mochilão nas costas.
Às 13h30min chegamos a Viedma, capital da província de Rio Negro, localizada na margem direita do rio que tem o mesmo nome da província. É considerada a “Capital Histórica da Patagônia”, por ser a cidade mais antiga desta região e já ter sido, nos idos 1800, Capital do Território Nacional da Patagônia.
Ainda, como curiosidades: Viedma é a cidade mais povoada do Valle Inferior del Rio Negro e também a segunda menor capital de província da Argentina e os atrativos turísticos giram em torno do rio Negro, como passeios, pesca e mergulhos.
Passamos pela “ponte velha” sobre o Rio Negro, matando saudades de nossa ida a Ushuaia em 2003.
DADOS TÉCNICOS:
TEMPOS : EM MOVIMENTO 5h47min53seg; PARADO 1h25min55seg TOTAL 7h13min48s.
VELOCIDADES: MÉDIA EM MOVIMENTO 115,4 km/h; MÉDIA TOTAL 92,6km/h.
DISTÂNCIAS: DO DIA 669,4 km; ACUMULADA 3.102,09 km.
CONSUMO: DO DIA 10,80 km/l; ACUMULADO 12,04 km/l; Valores → 3.102,9 km / 257,63 l.
Música: Back in the High Life Again – Steve Winwood