22° Dia – 22/09/2012 – Sábado: Foz do Iguaçu - PR/BR a Curitiba – PR/BR= 630,2 km
Percurso: Foz do Iguaçu /Santa Teresinha de Itaipu /São Miguel do Iguaçu /Medianeira /Matelândia /Céu Azul / Cascavel /Guaraniaçu /Nova Laranjeiras /Laranjeiras do Sul /Virmond / Cantagalo /Três Pinheiros / Guarapuava/Relógio /Irati /Palmeira /São Luiz do Purunã /Campo Largo /Curitiba.
Após uma boa noite de sono no Motel Play Time, vizinho “de muro” do hotel Falls Galli onde tomamos café com uma babel de turistas argentinos, visitando as cataratas do lado brasileiro, saímos de Foz de Iguaçu às 7h30min, e acreditem se quiser, com um vento lateral muito forte que nos acompanhou, por uns 400 quilômetros, até a Serra da Esperança próximo a Guarapuava. A natureza anda invocada mesmo.
A estrada já pedagiada há alguns anos (R$ 45,70 de Foz a Curitiba) está uma beleza. Obras somente de duplicação entre Foz do Iguaçu e Cascavel.
Ah! Os pinheiros da minha terra, lindos pinheiros do Paraná!
Hoje nos despedimos do setembro sobre duas rodas, atravessando o Paraná do oeste para o leste, nosso Estado, com plantações bem cuidadas, criações de gado, as florestas das encostas da serra, perobas e ipê roxo e os capões de araucárias vão mostrando um Paraná com belas paisagens, nem sempre percebido pelo olhar acostumado com o conhecido.
A araucária diz a lenda, nasceu de uma historia de amor proibido entre um índio caçador e a índia curandeira da tribo inimiga. O índio morto a flechadas se transformou na araucária, a índia na gralha azul.
Juku, nossa fera K1600 GTL
É uma moto linda, confortável, robusta e se não tivesse as marcas da derrubada no Peru e do empurrão da tempestade de areia no Paso de Jama, marcados na carenagem, no espelho e nas articulações mecânicas e fechaduras ela está perfeita.
O motor suave, não apresentou qualquer problema, os pneus voltaram com sulcos profundos com se estivéssemos feito um passeio logo ali.
Para o Jota (1,92m com 127 kg) ela é baixa e provocou dores na coluna e para a Tana (1,67m com 57 kg), apesar de dar a sensação de estar sentada em uma confortável poltrona, ela é comprida e fica um vão entre piloto e garupa, coibindo os gostosos cochilos durante a viagem.
O maior ganho
O contato com a beleza e a força da natureza, a pureza dos povos andinos resignados, o despojamento dos nossos hábitos e adaptação às culturas por onde passávamos tudo foi maravilhoso, mas o maior ganho foi desmanchar nosso kit de primeiros socorros sem ter usado nada, nem sequer um band-aid.
A maior perda
Não termos atingido a meta, tínhamos planejado conhecer o norte do Peru, região do povo moche, que por desconhecimento das condições reais das estradas tivemos que abortar nosso destino (Trujillo e Huaraz).
Em casa
Chegamos a nossa casa, às 15h20min, fomos recebidos com latidos e lambidas saudosas de nosso casal de fox paulistinha, muitos pulos e “grude total”.
Aos familiares e amigos que nos acompanharam, enviaram mensagens de apoio o nosso obrigado. Agora é só descansar, cuidar da Juku, reassumir o dia a dia e planejar novas viagens.
Eu viajo não para ir a lugar algum, mas para ir. Eu viajo pelo propósito de viajar. A grande sedução é se mover. (Robert Louis Stevenson)
Lembre-se que a felicidade é de como você viaja e não o seu destino. ( Roy M. Goodman)
Até a próxima!
DADOS TÉCNICOS:
TEMPOS: a) em movimento =6h21min; b) parado = 1h29mi n; c) total = 7h50min.
VELOCIDADES: a) Média em Movimento = 99 km/h; b) Média Total = 80,48 km/h.
DISTÂNCIAS: a) Do dia =630,2 km; b) Acumulada = 9.082,2 km = total da viagem.
CONSUMO: a) Do dia = 15,91 km/l ; b) Acumulado = 14,99 km/l; c) Fatores >9.082,2 km > 605,85 l.
PNEUS UTILIZADOS: dianteiro e traseiro PIRELLI ANGEL ST o traseiro, com mais de 9.000 km rodados, ainda apresenta sulcos de profundidade razoável, podendo rodar um pouco mais.
Música: 100 metros – Amaia Monteiro.