16° Dia – 16/09/2012 – Domingo: em San Pedro de Atacama-CL
Um dia em San Pedro!
Como um oásis, San Pedro de Atacama, um povoado com 3.500 habitantes, a 2.400 msnm, é a porta de entrada para o deserto de Atacama e recebe 5.000 turistas na alta temporada (dez. a fev.).
Os primeiros habitantes desse pequeno povoado, ex-nômades, desenvolveram a irrigação e a agricultura, domesticaram alpacas e lhamas, inventaram a cerâmica e transformaram o vilarejo na ''capital arqueológica do Chile''.
Um povoado com casas feitas de barro e telhados de palha, apenas para se proteger do Sol porque chove cinco milímetros por ano, isto mesmo, somente alguns pingos de água.
Em fevereiro, após 25 anos, choveu sem parar durante duas semanas e os moradores que nunca tinham visto tanta água brincaram na chuva maravilhados e ainda em setembro falam na chuva inédita em suas vidas.
O vilarejo está bem estruturado (lojas, mercados, restaurantes, bares, farmácias e hotéis) para receber os turistas do mundo, do mochileiro ao turista com excelentes condições financeiras.
Para os motoristas e pilotos que chegam de carro ou moto, dependendo da hora do abastecimento, a prática da paciência é fundamental, pois existe um único posto de combustível e filas se formam rapidamente.
Os albergues e hotéis estão concentrados ao redor da principal rua do povoado, a Caracoles, e as opções de diárias variam de R$28,00 (alojamento e banheiro coletivo para seis pessoas) a hotéis luxuosos de R$1.000,00.
Nós estamos hospedados na Hosteria San Pedro de Atacama, a duas quadras do centro, diária de R$359,00 com conforto, café da manhã variado, opções de frutas e sucos além de frios, salgados e doces, restaurante a la carte, piscina e calefação.
Independente da opção de hospedagem, todos acrescentam em sua bagagem os mesmos objetivos, amanhecer às 4h da manhã para visitar os gêiseres de El Tatio e o entardecer nas dunas do Vale da Lua, passando, antes, pelo Vale da Morte onde os únicos seres vivos são os bichos turistas e guias.
Na antiga praça, a igreja, que data do século 17, foi construída com madeira de cacto e vigas de algaroba amarradas com couro.
Saindo de San Pedro continuam os espetáculos: a Cordilheira dos Andes, o povoado de Toconao, a Salina do Atacama e as lagoas salgadas, morada de flamingos e outras aves altiplanicas.
Pôr do Sol no Deserto de Atacama
Final de tarde, junto com o paulista Vicente, fomos conhecer as lagunas Cejar, Piedra e Tebenquiche, distantes de San Pedro 22 km, levados por Sebastian, nosso guia da agência Planeta Aventura que atende quase que exclusivamente brasileiros.
As pessoas maravilhadas tomam banho nas lagunas com alta concentração de sal na água e qualquer corpo flutua, assim ninguém corre risco de afundar, mas há necessidade de caminhar com cuidado e de chinelos porque os cristais de sal, na borda das lagos, são cortantes.
Essas lagoas estão rodeadas pelas montanhas da Cordilheira dos Andes, sendo os três mais conhecidos o Liccancabur, Lascar e Corona. Até lenda de amor e traição, entre as montanhas ouvimos.
Quando chegamos à lagoa Tebenquiche, após passar pelos olhos do salar (duas pequenas lagoas alinhadas e circulares), Sebastian estacionou, nos convidou para descer e depois andar ao encontro dele, pois estacionaria mais adiante.
200 metros de caminhada e lá estava Sebastian com uma bela mesa de queijos e vinho chilenos para recepcionarmos o belíssimo, emocionante e singular pôr do sol no Deserto de Atacama.
Cenário: Praça de San Pedro de Atacama, sentados sob a sombra de uma árvore às 11h.
Jota: do que você está tirando foto?
Tana: das pessoas que estão andando pela praça.
Jota pega a máquina da Tana e tira uma foto dos dois, dizendo “até que somos bonitinhos né”?
Hasta luego!
Música: 100 metros – Amaia Monteiro.