13° Dia – 13/09/2012 –Quinta-feira: de Cusco – PE a Puno - PE = 390 km
Percurso: Oropesa /Urcos /Checacupe /Combopata /Sicuani /Ayaviry /Estación de Pucará /Juliaca /Alto Puno /Quisuamiyogi /Puno.
¡Estate tranquilo, no há sido culpa tuya, no podías saberlo! (Juku caolha)
A Juku, imponente na saída de Curitiba, agora está parecendo um vira-lata saído de uma festa do cio ou um bêbado caído na sarjeta. Toda esfolada no lado esquerdo e com um escandaloso curativo, grudando seu espelho esquerdo.
O Jota respeitando a pobre da caolha está pilotando com mais parcimônia, permanecendo sossegado atrás das vans, caminhões e ônibus, para ultrapassar com boa visibilidade e segurança; hoje foi o modelo ideal de piloto defensivo e como prêmio não foi parado em nenhuma blitz peruana.
Saímos com 10 graus C de Cuzco, às 6h30min, para fugir do caótico trânsito com seus buzinaços, ticos (Daewoo), moto carga e moto táxi e o povo atravessando entre os veículos com suas pesadas trouxas.
Seguimos até Urcos, onde a Juku passou pela praça do tombo com o rabo entre as pernas. Após Urcos subimos as montanhas pela interoceânica, com as curvas fechadas para um lado e a inclinação para o outro, característica das estradas peruanas, similares a Serra do Rio do Rastro no Brasil ou Caracoles na Argentina.
ᵢQué frio ni frio!
A temperatura variou entre 7 graus C e 10 graus C e a altura entre 3.800msnm até 4.338msnm, mas a sensação era que estava bem mais frio, devido às baforadas ferozes de Éolo e às nuvens que insistiam em dançar sobre nossas cabeças nos trechos mais altos, deixando o calor do Sol morno.
Na estrada cruzamos com os motoqueiros peruanos, sem capacete, luvas e usando roupas finas ou na beira da estrada com a criançada uniformizada como se o clima estivesse ameno. As famosas senhorinhas das saias rodadas sem meias e com os chinelos feitos de borracha de pneu.
ᵢVale la pena!
A estrada tem remendos e ondulações de Cuzco até Urcos, mas sem buracos, depois entrando na interoceânica tem 80 km em bom estado até Sicuani. De Sicuani a Juliaca (220 km) estrada perfeita e lisa, devendo-se tomar cuidado com as curvas que não são devidamente sinalizadas e se confundem com a vegetação. De Juliaca a Puno (45 km) estradas sem buracos, mas marcada pelos pneus dos caminhões com excesso de carga. Uma informação bacana aos motociclistas, o pedágio não é cobrado.
A dupla, Jota e Juku. saiu-se muito bem, até em Juliaca, caos total, com desvios mais funestos que em 2009, quando por aqui passamos e todos entram em qualquer vão na base da buzina.
Apareceu uma camionete da polícia que ligou a sirene e foi expulsando todo mundo, pegamos carona, grudados na polícia e conseguimos chegar à estrada rumo a Puno, mas antes circulamos uma rotonda na base da peitada e da buzinada.
Puno
Capital do folclore peruano combina várias danças, trajes típicos e músicas, representando as diferentes épocas da história peruana, pre incaica, aymará, quéchua e inca, cujos espetáculos são apresentados aos turistas nos hotéis, restaurantes e na praça central.
Também abriga o Titicaca, maior lago navegável do mundo a 3.827 msnm, conhecido por suas ilhas flutuantes feitas de totora, habitadas pelos descendentes dos uayruros. O clima é úmido e frio e hoje está fazendo 6°C.
Em 2009 já estivemos nesta cidade fizemos todos os passeios possíveis e agradáveis.
Mal da altitude
Para os campesinos que vivem nas montanhas não existe mal da altitude, correm, jogam futebol, carregam peso, pastoreiam suas cabras sem qualquer palpitação ou falta de ar.
Nós estamos tendo vários sintomas como palpitação, até no meio da noite acordamos com palpitação, falta de ar, secura e gosto ruim na boca, nariz sangra e tranca, se fazemos movimentos mais rápidos (normais em Curitiba) ficamos zonzos.
A mastigação da folha de coca faz parte dos valores culturais e sociais do povo peruano. Com a mastigação da folha ou o chá de coca os turistas são recebidos e se abrem as portas da comunicação e relações sociais, além do benefício de estabilizar nosso organismo, tornando a altitude suportável.
¿Qué cuentas? Motocross no Peru?
Por supuesto que sí!
Jota e Juku participaram de uma verdadeira corrida de motocross ali em Juliaca, entre buracos, poeira, pedras soltas e muito barulho. Até caminhar com a Juku no meio das pernas o Jota caminhou
.
E a Tana onde ficou nessa? Petrificada na garupa da Juku e agarrada no Jota, nem fotografia a covardona lembrou de tirar.
QELQATANI HOTEL
ENDEREÇO: Tarapaca, 355
TELEFONE: 0051 366172
WEB: www.qelqatani.com
DIÁRIA CASAL: (R$): 126,00
NOSSA AVALIAÇÃO: ÓTIMO
DADOS TÉCNICOS:
TEMPOS: a) em movimento = 4h57min; b) parado = 29min; c) total = 5h20min.
VELOCIDADES: a) Média em Movimento = 79,0 km/h; b) Média Total = 73,17 km/h.
DISTÂNCIAS: a) Do dia = 390,0 km; b) Acumulada = 5.244,6 km.
CONSUMO: a) Do dia = 15,28 km/l; b) Acumulado = 14,49 km/l; c) Fatores > 5.244,6 km; 361,81 l.
Música: 100 metros – Amaia Monteiro.