12° Dia – 12/09/2012 – Quarta-feira: em Cuzco-PE
Um dia em Cuzco - ¡Es bello lo que nos gusta!
O dia a dia da cidade, os serviços públicos, comércio, bancos, câmbio e supermercados estão concentrados nas Avenidas do Sol e da Cultura e o turismo no Centro Histórico, centralizado na Praça das Armas.
Plaza de Armas – No tempo dos incas foi chamada Huacaypata, palavra quéchua que significa ponto de encontro. Aqui se celebrava, anualmente, a Festa do Sol (Inti Raymi) e também onde Francisco Pizarro proclamou a conquista de Cuzco. Os espanhóis construíram arcos de pedra ao redor da praça, onde se estabeleceram comércio e restaurantes, que perduram até hoje e continua sendo o ponto de encontro das pessoas – peruanos e turistas - que passam horas sentadas, batendo papo ou, simplesmente, observando a vida ao redor da praça.
A Catedral, estilo renascentista com fachada e interior exuberantes e a Iglesia de la Compañía de Jesús, exemplo do barroco andino, estão localizadas na Praça das Armas e foram construídas pelos espanhóis sobre templos incas.
Barrio de San Blas – a quatro quadras da Praça das Armas, chegar neste pitoresco bairro já é um desafio, ladeiras estreitas de pedras lisas, com suas pequenas casas em estilo colonial, umas grudadas nas outras, onde turistas, nativos e carros disputam o espaço das calçadas e ruelas. É conhecido como o bairro dos artesãos e dos alojamentos.
Museo de Plantas Sagradas, Magicas e Medicinales – expõe de forma inovadora a historia e a cultura nativa dos Andes e da Amazônia. Lá descobrimos todos os derivados da coca (balas, chás, farinha, bolachas, pães, azeite, vinagre e chocolates com castanha, etc.), com direito à degustação.
Museo del Pisco, o princípio do mundo – No começo Deus acreditava que só existia o céu e a terra; após muito trabalhar sentiu sede e inventou a uva, dela criou um fino aguardente e batizou de PISCO. Provou, repetiu e descobriu que era muito saboroso. Seguiu alegre criando animais, plantas e o resto do mundo. Quando terminou sua obra, sentou-se para admirá-la, desfrutando seu elixir delicioso e assim nasceu mais uma ideia, o Museu do Pisco, um lugar aconchegante onde além de conhecer as variedades do Pisco, comemos tapas e cebiches, saboreando o delicioso aguardente.
Valle Sagrado de los Incas:
Localizado nos arredores de Cuzco, com inúmeras ruínas e sítios arqueológicos como Sacsayhuamán, uma cidade inca inteira que estava sendo construída quando os espanhóis chegaram; Ollantaytambo que foi um importante centro administrativo e militar como demonstram suas muralhas e torres ou, então, o Templo de Quenco, dedicado à morte, onde possivelmente os incas mumificavam e preparavam os mortos para enfrentar a vida além-morte, outra de suas crenças.
Machu Picchu
Santuário sagrado do Peru, localizado a 2.400 m de altitude, numa região onde começa a floresta amazônica, é efetivamente um lugar singular, único. Cercado por montanhas altíssimas – Huyana Picchu (montanha jovem), ao norte, com 2.700 m e Machu Picchu (a montanha velha, que cedeu seu nome ao lugar), ao sul, com 3.500 m.
Foi um centro religioso e astronômico, habitado por sacerdotes e sacerdotisas que rendiam homenagens aos deuses e forças da natureza; foram encontrados 164 restos de corpos mumificados, a maioria de mulheres com o crânio perfurado, indicando que os incas conheciam rudimentos de cirurgias cerebrais.
Machu Picchu ainda vence a ação do tempo, as pedras são originais e muitas delas estão intactas, a única pedra que foi retirada do lugar, um monolito que ocupava a praça central, foi derrubado e enterrado para que os helicópteros dos exploradores pudessem repousar com mais segurança.
Mais um mistério que ficará sem resposta por muito tempo - há lendas quanto ao desaparecimento dos incas com a chegada dos espanhóis: alguns historiadores arriscam conjeturar que toda a população foi dizimada por uma epidemia, sem especificar qual e outros supõem que os incas, pressentindo a chegada dos espanhóis se esconderam na selva amazônica e desapareceram.
Não fomos visitar o circuito do Vale Sagrado dos Incas, pois já fizemos a trilha inca duas vezes (em 1994 e em 2001) e queremos guardar em nossas lembranças o santuário em sua forma mais primitiva, hoje dominada pelo turismo capitalista.
Ser de buen comer – as esquinas de Cuzco são ocupadas por senhoras peruanas com suas trouxas de batatas e ovos cozidos, sopa de quinoa e uma espécie de rosca recheada; as pessoas param para comer esses alimentos que são colocados em palhas de milho ou em tijelinhas de plástico lavadas na mesma água de um comprador para outro. A sopa de quinoa e suco são retirados de um balde de plástico e colocados em sacos plásticos, substituindo os tradicionais copos. Hábitos são hábitos!
Ambulantes - não deixem o brilho das paisagens vertiginosas e a força mística das ruínas incas serem ofuscadas pelos ambulantes, marca registrada em Cuzco; os peruanos tentam empurrar de tudo, dos saquinhos com folhas de coca a pinturas, bonecas, roupas, esculturas, bijuterias etc., de forma tão insistente que, pela repetição as palavras tendem a perder o sentido e se tornam inaudíveis aos turistas que circulam pela cidade.
Jota no Paredão – visitar igrejas, monastérios e museus não são a praia do Jota. Então, enquanto a Tana faz essas visitas o Jota, vai pro paredão, na sombra, observar o movimento da cidade.
¡Hasta Mañana em Puno!
Música: 100 metros – Amaia Monteiro.