9° Dia – 09/09/2012 – Domingo: de Rio Branco-AC-BR a Puerto Maldonado-PE = 572 km
Percurso: Rio Branco /Senador Guiomar /Palmares /Capixaba /Epitaciolândia /Brasiléia /Assis Brasil /Iñapari /Noaya /Chilina /Iberia /San Lorenzo /Alerta /Mavila /Sudadero /Puerto Maldonado.
Pouco antes das 6h o Jota já carregava a Juku e a Tana fechava a conta em meio ao burburinho de uma turma da melhor idade, vinda de São Paulo com a expectativa de chegar a Cuzco hoje, com dois ou três velhinhos silenciosos e umas trinta gralhas de cabelo branco.
6h30min já estávamos na estrada, com muitos buracos e calombos, para guardar a lembrança da transoceânica e da travessia pela floresta amazônica brasileira. Como é um domingo, a estrada estava vazia e chegamos à aduana, em Iñapari, às 10h20min.
A expectativa era de que os trâmites seriam rápidos, pois quando chegamos as únicas pessoas a nossa frente já estavam terminando a parte burocrática. Feita a entrada do casal de viajantes, o Jota foi providenciar a papelada da Juku. Eram somente ele e o funcionário da alfândega e levou exatamente 1h30min para liberar a documentação da Juku.
Quando, finalmente, estava tudo pronto o Jota aproximou-se da Tana e disse: imagine a rainha (mãe da Tana, com 84 anos) me atendendo e tendo que mexer no computador, pois é, assim que fui atendido. O senhor peruano, educado e simpático, mas sem qualquer habilidade com o computador e nenhuma perspicácia; o Jota foi ensinando e, por duas vezes, quando terminou o preenchimento dos dados, o peruano apagou tudo ao invés de imprimir.
A Interoceânica Sur, recém-construída e em manutenção num ou noutro trecho, está perfeita com boa visibilidade e bem sinalizada, sendo o único cuidado com os moradores dos pueblos à beira da estrada e com os animais também circulando na estrada.
Na verdade, esta estrada tem seu início em Rio Branco – com o nome de Estrada do Pacífico – que liga à fronteira com o Peru e segue até Puerto Maldonado para, depois, finalizar em Urcos, próximo a Cuzco.
Pegamos algumas pancadas rápidas de chuva, porém fortes o suficiente para nos refrescar e lavar nossos capacetes e roupas cheios de insetos, principalmente borboletas, suicidas que vêm ao nosso encontro e nem nos assustam mais, só atrapalham a visão quando se ensanguentam na viseira.
Parte da Amazônia brasileira foi substituída por fazendas de gado e plantações de soja e milho e parte Amazônia peruana está sendo substituída por poucas fazendas de gado e povoados improvisados, principalmente de ex-garimpeiros, com muita miséria e lixo a céu aberto.
Durante todo o trecho vimos placas com os dizeres Conservemos el médio ambiente / Cuidemos los animales e o que a gente vê, saindo de dentro da selva são redemoinhos de fumaça, oriundos de queimadas indiscriminadas.
Percorremos em 7h30min o trecho de 572 km entre Rio Branco, no Acre e Puerto Maldonado, na Amazônia Peruana.
Puerto Maldonado, 250msnm, na confluência dos rios Madre de Dios e Tambopata é conhecida como a capital da biodiversidade do Peru.
A exemplo do que ocorre em grandes rios brasileiros, como o Araguaia e o Tocantins, o povo daqui também gosta de uma praia de rio. Como hoje é domingo pudemos observar, a partir do hotel, a “muvuca” dos banhistas.
A pequena cidade é capital do departamento de Madre de Dios e da província de Tambopata, com pouco mais de 35.000 habitantes, que se divertem à beira dos lagos e atravessam as margens em pequenos barcos, lotados de banhistas.
Hasta Mañana!
TERRA DON CARLOS
ENDEREÇO: Leon Velarde, 1271
TELEFONE: 0051 (82) 57 1029
WEB: www.hotelesdoncarlos.com
DIÁRIA CASAL: (R$): 142,00
NOSSA AVALIAÇÃO: REGULAR – falta manutenção.
DADOS TÉCNICOS:
TEMPOS: a) em movimento = 5h34min; b) parado = 1h56min; c) total = 7h30min.
VELOCIDADES: a) Média em Movimento = 101,0 km/h; b) Média Total = 76,27 km/h.
DISTÂNCIAS: a) Do dia = 572,0 km; b) Acumulada = 4.372,4 km.
CONSUMO: a) Do dia = 14,01 km/l; b) Acumulado = 13,93 km/l; c) Fatores > 4.372,4 km; 313,78 l.
Música: 100 metros – Amaia Monteiro.