5° Dia – 05/09/2012 –Quarta-feira: de Cuiabá-MT-BR a Vilhena-RO-BR = 770,3 km
Percurso: Cuiabá /Várzea Grande /Cáceres /Glória d’Oeste /Porto Espiridião /Pontes e Lacerda /Nova Lacerda /Conquista d’Oeste /Comodoro /Vilhena
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Pilotar ou não pilotar, eis a questão! (Hamlet, versão 2012)
5h15 hora de levantar, colocar a indumentária, tomar café ligeirinho e pegar a estrada às 6h10, certo? Quase certo, vale para o Jota que ainda carrega a Juku, volta para o quarto buscar a Tana, capacetes e parcas.
Agora sim, tudo nos conformes, viajantes na estrada às 6h15, ziguezagueando os caminhões que não se cansam de ir e vir.
Pegamos a BR-070 rumo a Cáceres, na expectativa de atravessar o Pantanal. Estrada perfeita e trânsito tranquilo. Mais adiante seguimos pela BR-174, também perfeita.
Que sensação de leveza e de alegria; estávamos passando em uma das maiores extensões secas e contínuas do planeta, localizada bem no centro da América do Sul.
No Pantanal a vegetação é diferente, percorremos quilômetros e quilômetros, observando as árvores, de cor cinza esbranquiçada, sem folhas, com os troncos e galhos retorcidos, como se tivessem sido moldadas.
De repente, surgem algumas pequenas árvores coloridas, quebrando os tons monocromáticos da vegetação castigada pelas queimadas, que se agravam com o tempo seco e com o vento forte.
Para não dizer que não vimos nenhum animal silvestre, fomos agraciados com um único macaquinho (filhote), atravessando a pista (daquele jeito malandro e peculiar que é só deles), pé ante pé, sorrateiramente.
Hoje a temperatura baixou um pouco, dos 40,3 graus C para 38 graus C e comprovamos, na própria pele, a importância das árvores. Em alguns trechos passamos por túneis de árvores, que no topo se encontravam fazendo sombra, com cheiro gostoso de natureza e deliciosos 34°C na sombra e com vento.
Hoje o dia estava para o Jota, percorreu uma interminável subida com faixa contínua atrás de um caminhão, cujo motorista parecia se divertir com a situação, dada a lentidão do seu pesado veículo. A motivação? Muito simples saímos do posto junto com um carro da polícia federal, que ficou entre nós e o caminhão, onde cada um dos três, por motivos diferentes, teve que cumprir fielmente as leis de trânsito em rodovias.
Depois de 9h de viagem, com várias paradas para hidratar, chegamos a Vilhena, a 650 msnm, um município com menos de 80.000 habitantes e o melhor índice de desenvolvimento humano de Rondônia. Também é conhecida como Cidade Clima da Amazônia.
A Juku foi oentro das atenções em todas as paradas, entramos nas lanchonetes sem ver ninguém e quando voltávamos ela estava rodeada de barbudos de todas as idades examinando, acariciando e tirando a ficha técnica: quantos cavalos? Vocês estão montados em 160 cavalos? Quantas cilindradas? 1600? Posso amarrar uma corda pra vocês puxarem meu carro? 6 cilindros? Essa belezura deve voar pra cacete. E nós loucos pra fugir do calor...
Há controvérsias:
Jota, o que acontece se ultrapassamos a velocidade máxima nos limitadores eletrônicos?
Nada porque a moto não tem placa na frente, responde ele para Tana, mas por segurança estou respeitando todos os limites.
Tana faz cara de dúvida e responde: sabe aquele limitador um pouco antes da rótula, no trevo para o Pantanal? O limite era 40 km/h e você passou com 86 km/h.
¿Qué? Limitador? Onde?
Já estamos em Rondônia e amanhã, bem cedinho, seguiremos para Porto Velho.
Tchau
MIRAGE HOTEL
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DIÁRIA CASAL: (R$): 164,00
NOSSA AVALIAÇÃO: EXCELENTE - O dono, Nunzio, é motociclista.
DADOS TÉCNICOS:
TEMPOS: a) em movimento = 6h15min; b) parado = 2h15min; c) total = 9h.
VELOCIDADES: a) Média em Movimento = 114,0 km/h; b) Média Total = 85,58 km/h.
DISTÂNCIAS: a) Do dia = 770,3 km; b) Acumulada = 2.592,6 km.
CONSUMO: a) Do dia = 13,40 km/l; b) Acumulado = 13,90 km/l; c) Fatores > 2.592,6 km; 186,56 l.
Música: 100 metros – Amaia Monteiro.