25o dia – Segunda-feira - 26.01.2009: de Barracão-PR a Curitiba-PR
Percurso: Barracão /Flor da serra do Sul /Vitorino /Pato Branco /Paz /Candói /Guarapuava /Relógio /Irati /Palmeira /Curitiba
Ontem, após lauto jantar, onde o Jota Abutre comeu calabresa e picanha fatiada (com gosto de carne, segundo o abutre) e a Tana Pelicana atacou de tilápia com salada tropical (outra das tantas delícias jantadas), tomamos um belo sorvete e abaixo de chuva voltamos para o hotel (tudo isso caminhando).
Descansamos e combinamos deixar o Morfeu nos abraçar até a hora que quisesse, mas nosso relógio biológico nos acordou cedo e antes das 8h estávamos na estrada. No início, sol no rosto, porém, alguns quilômetros depois o céu ficou nublado e viajamos com mais conforto.
Como o nosso Brasil é lindo! Vimos montanhas imponentes, natureza agressiva, ilhas flutuantes e naturais, o Titikaka e outros tantos lagos, mas nada mais perfeito e que passe tanta calma e bem-estar como a natureza brasileira. Pena que as estradas brasileiras ainda não permitem que exploremos com mais profundidade o nosso país, sobre duas rodas.
Almoçamos X Anila com salada (huum, que saudade!) e quando estávamos saindo começou a chover, mas logo em seguida parou e assim foi até chegarmos a Curitiba.
As nuvens ficaram cada vez mais carregadas e em Campo Largo, São Pedro, que já tinha soltado a bexiga na saída de casa, nos recebeu com todos os canais abertos. Mas tudo bem, já tínhamos provado o sabor e o dissabor de todos os fenômenos naturais, até com a neve convivemos.
Pouco antes das 14h estávamos chegando em casa, cansados, felizes e faceiros. Já estávamos abrigados sob o nosso teto, com os nossos bichinhos de estimação, um casal de “fox paulistinha”, felizes e pareciam de mola de tanto que pulavam e se grudavam na gente. “Eta” jeito gostoso de demonstrar saudade e mais gostoso ainda receber tanto carinho.
Nossa Bela da Estrada foi perfeita. Bela, assediada a viagem inteira (até no Anila) e, mesmo assim, manteve o foco e nos protegeu e não deu nenhuma gemida, “ranhetada”, nada, nem o óleo precisamos completar. Os pneus chegaram inteiros, gastaram mais nas bandas do que no meio (excesso de curvas) e, segundo o Jota, o traseiro ainda roda mais uns dois mil quilômetros.
O piloto foi perfeito! Planejou a viagem com muita segurança, com os intervalos adequados para descanso, bons hotéis e passeios que marcaram nossa história de vida e mais uma vez cruzamos com pilotos sós, casais únicos, viajando pelas estradas da América do Sul. Até encontramos um casal brasileiro que foi mais longe, até a América Central.
Viajar somente o casal tem o lado bacana da cumplicidade, de compartilharmos brincadeiras, puxões de orelha nas pisadas fora do prumo, registramos e refletimos os eventos e emoções do dia e até apelidar aquelas figuras que mais chamaram a atenção.
Interagir na piscina com casais que mantêm relações homo-afetivas (cada vez mais comum e em maior quantidade) e não estranhar, pois, tantas são as figuras estranhas e com jeito próprias de ser e de vestir que todos nós acabamos pertencendo a uma mesma tribo.
Essa tribo que está curtindo a deliciosa sensação de conhecer novas culturas, hábitos e pessoas; que está feliz com a redescoberta do prazer da aventura e a oportunidade de ser livre e romper barreiras que existem apenas e tão somente em nossas mentes tão acostumadas à mediocridade do dia a dia.
Adios, hasta la próxima motoaventura!
DADOS TÉCNICOS:
TEMPOS : EM MOVIMENTO 5h05min17seg; PARADO 1h0min22seg; TOTAL 9h10min41seg.
VELOCIDADES: MÉDIA EM MOVIMENTO 108,8 km/h; MÉDIA TOTAL 89,4 km/h.
DISTÂNCIAS: DO DIA 549,5 km; ACUMULADA 9.851,1 km.
CONSUMO: PARCIAL 14,22 km/l; ACUMULADO 14,33 km/l; Valores → 9,839,1 km / 687,55 l.
Música: Green Slevees – Besta Instrumental