Dia a Dia – Peru 2009


20o dia – Quarta-feira - 21.01.2009: em Iquique-CL


Hoje é dia de descanso! Pegamos o táxi do Sr. Carlos, 63 anos, nascido em Santiago e lá fomos nós passear por Iquique e sacar las fotos. Muy hermosa la ciudad!

Primeira parada o mirador de para pente. De lá vimos à cidade entre o mar, dunas e montanhas e o mais impressionante são as casas encostadas no pé do “Cerro del Dragon” (dunas enorme de areia entre os morros e a cidade) e seus moradores aparentemente não se preocupam com a possibilidade de serem engolidos pelas dunas.

Segundo conversa que rola no povão os japoneses queriam comprar a areia do “Cerro del Dragon” para fazer cerâmica. Lenda urbana?

Fomos visitar em Punta Negra, o Monumento ao Marinheiro Desconhecido – homenagem aos heróis do Combate Naval de Iquique em 1879. Até hoje é mantida uma bóia, no mar, indicando onde naufragou a corveta chilena Esmeralda.

No monumento há necessidade de andar olhando para baixo, pois este se tornou moradia de perros sin dueño e os bichos não sabem que suas necessidades espalhadas por todos os lados atrapalham os turistas ansiosos por fotos. Os perros são como qualquer vira-lata basta olharmos para eles e fazer aquele tom de voz de brincadeira, que seus rabos parecem um motor, além de ficarem com aquela “cara de piduncho” dizendo sem palavras “me leve com você”. Não resisti em sacar fotos dos safados.

Visitados os principais pontos turísticos fomos caminhar na Playa de Cavancha, com calçadões bem largos decorados, em toda a sua extensão, com desenhos rupestres, com as figuras de Nasca, Pachamama, Tumi, etc.

Na Playa de Cavancha precisamos nos afastar da arrebentação para nos livrarmos da grande quantidade de águas vivas que estavam chegando na praia. Já pensaram nos queimarmos na volta para casa? Depois de todos os desafios que superamos?

Percebemos aves grandes e negras no topo das palmeiras e ouvimos mais ou menos o seguinte “os peruanos para tentar acabar com o Chile, primeiro migraram eles para cá e depois, como se não bastasse, também trouxeram suas aves negras”. Elas fazem seus ninhos nas palmeiras e sua “caca” mata as plantas.

Almoçamos em um restaurante típico, com uma ensalada mista que tinha de tudo, até mariscos e camarões. O Jota atacou de frutos do mar e arrematou seu almoço com um lomo (abutrão) e eu, pelicana de alma, ataquei de corvina a la plancha e verdes da salada. Os restaurantes abrem para o almoço às 13h. Ficamos uma hora bebericando cerveja Cristal até sermos atendidos.

À tardinha, após la siesta na piscina do hotel, fomos caminhar no calçadão da Calle Baquedano, uma rua com as casas antigas restauradas, calçadas de madeira e parecia que estávamos em um cenário de faroeste, daqueles filmes antigos. Tiramos várias fotografias, passeamos pela feira de artesanato onde compramos alguns ímãs cambiados pelo espaço do sabão em pó que ficará em Iquique (ontem foi o último dia na função lavadeira) e fomos lanchar num boteco do próprio calçadão.

Vamos organizar nossa bagagem para amanhã partirmos rumo a São Pedro de Atacama. Queremos sair cedinho para poder caminhar e nos juntar aos demais turistas na pracinha do vilarejo.

Música: Green Slevees – Besta Instrumental