Dia a Dia – Peru 2009


16o dia – Sábado - 17.01.2009: de Cusco-PE a Puno –PE


Percurso:
Cusco /Saylla /Urcos /Cusipata /Sicuani /Santa Rosa /Ayaviri /Pucara /Juliaca /Puno

Hoje completamos o nosso objetivo! Conhecemos Nasca, matamos a saudade de Cusco e chegamos a Puno.

Acordamos cedinho (novidade!), com os turistas carregando malas desde às 5h. Enrolamos até perto das 6h, levantamos, nos arrumamos e 6h20min já estávamos de saída. Pachamama nos presenteou com estrada lisinha até Ayaviri (252 km).

Saímos com certa expectativa em relação à greve dos campesinos e camioneros que fecharam à estrada na entrada de Sicuani e de Águas Calientes (o que impediu nossa visita a Machu Picchu). Como saímos bem cedo quando passamos por Sicuani havia trincheiras nos dois sentidos da estrada, com pouquíssimos trabalhadores em cada uma delas e nos deixaram passar.

Não ficamos tristes por não ter subido até Machu Picchu, pois já tínhamos feito à trilha inca duas vezes, mas com Cusco sim. Está totalmente voltada para o turismo, as tiendas de artesania que ficavam nas galerias da Plaza de Armas foram engolidas por lojas caras e dois restaurantes típicos, com música ao vivo, foram substituídos por uma loja grande de Mac Donalds, como já citado anteriormente.

A natureza é tão linda quanto nos dias anteriores, só muito frio, com a temperatura variando entre 5 e 10° centígrados e viajamos o tempo todo no altiplano. Subimos dos 3.400 m para 4.100 m de atitude. Praticamente durante toda a viagem ficamos entre 3.900 m e 4.100 m. Muitos lagos pelo caminho e já começamos a passar ao lado das montanhas nevadas.

Enquanto aquecia minhas mãos, passamos pelo trecho mais lindo da viagem. Urcos um lugar surrealista, com suas plantações de milho, coca e outro cereal que não conheço (talvez quinua) em andenes, com casas de barro, pequenos lagos protegidos por ruínas, também nos andenes e circundados por montanhas. Isto mesmo, Urcos é visivelmente construído em círculo sobre ruínas e protegido por montanhas, como se as casas e as plantações estivessem dentro das montanhas. Essa imagem ficará em nossa memória, porque não deu tempo de registrá-la.

Passamos por vários outros lugarejos que aparecem do nada, no meio das montanhas e duas características estão sendo evidenciadas, comparativamente com viagens anteriores. As casas continuam sendo construídas de barro, mas a cobertura dos telhados com palha está sendo substituída por zinco (brilham desde muito distante) e nas janelas já estão sendo colocados vidros. Até uma casa com vidro espelhado azulão vimos hoje.

Chegamos à cidade mais bagunçada e caótica no trânsito do Peru – Juliaca – Cusco é organizada perto de Juliaca (lembrar sempre de passar pelo contorno). Muito lixo na entrada da cidade e pessoas sentadas vendendo seus produtos, incluindo alimentos, naquela “muvuca” total, buzinadas ininterruptas, triciclos, carros pequenos e vans taxistas, caminhões, todos se atravessando, cruzando, fechando, com os carros amassados, arranhados e muito descuidados, em uma estrada cheia de buracos, lombadas e barracas.

Temos conversado bastante que peruanos dirigindo em outros países ou mesmo andando a pé devem ser vítimas preferenciais de acidentes.

As estradas são esburacadas, mesmo as pedagiadas são judiadas, até no portal de cobrança do pedágio, mas para motociclistas não faz diferença, pois o Peru a exemplo da Argentina e do Chile também não cobra pedágio de motos.

De Juliaca diretamente para Puno. Que entrada espetacular. O “Titicaca o lago navegável mais alto do mundo, a 3.810m de altitude, 176 km de extensão com profundidade máxima de 284 m. Ao redor muitas casas nas montanhas e por serem construídas de barro se integram às montanhas, em tons marrons (monocromático).

Chegamos cedo, mais uma vez fomos presenteados por um senhor muito gentil que nos informou como chegar ao hotel. Quando estacionamos tal senhor já estava na frente, aguardando-nos para saber se tinha nos orientado corretamente. Chegou antes devido ao sentido de direção das ruas e calçadões.

Almoçamos na Plaza das Armas de Puno, novamente o “Jota abutre” comeu lomo e a “Tana pelicana “- trucha, uma delícia com direito a Cusqueña e postre.

Passeamos no calçadão e depois fomos conhecer o porto. No retorno ao hotel encontramos Enrique, americano do Texas, trocando o rolamento grande da roda traseira de sua GS 1100. O Jota foi bater papo com ele e eu no ímpeto fui fotografar, desisti porque achei muito sadismo, mas o Jota pediu licença, mexeu com ele e tirou uma foto do cara sorrindo com a roda desmontada e peça na mão (rolamento da roda traseira). Mais tarde, perto do jantar, encontramos com ele no calçadão.

Por falar em calçadão estava um frio danado, provavelmente uns 12 graus centígrados, todos agasalhados incluindo os nativos e o Jota, velho de guerra, desfilando de bermuda. O único ser naquele calçadão de pernas de fora e víamos os transeuntes olharem para as pernas do bicho com assombro, risinhos e duas guardinhas com olhares marotos; fiquei em dúvida se era por causa do frio ou pelo tamanho das coxas de fora.

Estávamos jantando quando ouvimos música peruana com banda e ficamos na sacada assistindo um grupo de carnavalescos dançando nas ruas ao som de banda. Todos vestidos a caráter. muy hermoso, com dizem os peruanos.

Chovia bastante, com relâmpagos, trovões e vento gelado. Tomara que pare até amanhã, pois temos agendado o passeio pelo lago “Titikaka” e “Isla Taquile”, com saída às 7h e retorno às 17h.

DADOS TÉCNICOS:


TEMPOS : EM MOVIMENTO 4h19mi29seg; PARADO 30min13seg; TOTAL 4h49min42seg.

VELOCIDADES: MÉDIA EM MOVIMENTO 89,7 km/h; MÉDIA TOTAL 80,4 km/h.

DISTÂNCIAS: DO DIA 388,1 km; ACUMULADA 5634,0 km.

CONSUMO: PARCIAL 15,49 km/l; ACUMULADO 14,21 km/l; Valores → 5.392,1km / 379,37 l (parcial).

Música: Green Slevees – Besta Instrumental