Dia a Dia – Peru 2009


14o dia – Quinta-feira - 15.01.2009: em Cusco-PE


Tomamos um belo café da manhã internacional e fomos caminhar em busca de informações sobre a saída da cidade para Puno e o passeio a Machu Picchu, quando descobrimos que os peruanos agricultores e motoristas de caminhão decidiram por nós. Estão em greve (Paro) e fecharam todas as estradas para os pontos turísticos do Peru, dentre eles, Puno e Machu Picchu. A previsão é que sejam liberados amanhã.

O passeio para Machu Picchu está absurdamente caro. No trem de turismo (Back Pack - básico) US$ 180 e no trem Vistadome US$ 230 por pessoa, ou seja, se subíssemos gastaríamos em torno de R$ 1.000,00 em um único dia. Conhecemos Elvira, por acaso, em uma esquina, que nos levou até seu serviço de turismo, fundo de quintal, em frente à estação de trem e foi por ela que ficamos sabendo da greve e dos valores do passeio, ratificados na estação e no próprio hotel. Para registrar: trem ida e volta até Águas Callientes = US$ 96; entrada em Machu Picchu = US$ 41; bus entre Machu Picchu e Águas Callientes = US$ 14; guia = US$ 10 e translados em Cusco = US$ 3.

Fomos ao Museu do Oro e lembramos do Ricardo e da Mili (filho e sobrinha), quando visitaram todo o Museu do Louvre em meia hora, dada à rapidez do nosso tour. Também só fomos procurar balas de coca que agora não são mais vendidas no museu, mas sim, numa tienda no Bairro San Blas (mañana las compramos).

Fizemos compras belíssimas para a nossa casa, cujo investimento custou menos da metade do que gastaríamos no passeio a Machu Picchu, com produtos bonitos e que sempre nos lembrarão desta viagem. Coitada da Bela da Estrada que vai voltar carregada, arrastando os bauletos.

Cusco atualmente está muito voltada ao turismo consumidor, àquele que tira até o sangue do turista. Está perdendo o encanto e o misticismo. O que ainda está vivo são a alegria e a humildade dos peruanos, porém, gradativamente estão se adaptando à globalização. As peruaninhas de barriguinha de fora, sobreposições de peças, sobrancelha delineada e pintada com hena, celular na mão.

Na Plazades Armas dois restaurantes tipicamente peruanos, com música ao vivo, foram engolidos por uma loja do Mac Donalds toda decorada com artesanato local e o cardápio padrão. Eu preferia ter ficado com aquela imagem bucólica de sete anos atrás.

La Plaza de Armas ainda continua sendo o ponto de encontro de múltiplas culturas, idades e classes sociais, onde jovens e idosos compram roupas tipicamente peruanas, se despem da educação social e todos viram uma tribo, se cumprimentam e se comunicam por mímica, gíria e mistura de idiomas. Os nativos, até os vendedores de cartões postais, já estão falando inglês.

Música: Green Slevees – Besta Instrumental