Dia a Dia – Peru 2009


7o dia – Quinta-feira - 08.01.2009: de Iquique-CL a Arica-CL


Percurso:
Iquique /Alto Hospício /Huaca /Pisagua /Suca /Cuya /Codpa /Arica

Em sete dias de férias já rodamos mais de 3.600 km. Perdemos aos poucos a noção de tempo e parece que estamos longe de casa a muito mais tempo do que o real. Lembro da casa, dos animais de estimação e tenho sonhado bastante com a “velhinha”.

Saímos de Iquique, antes das 8h, ainda meio escuro. Por aqui, o sol se põe no mar, escurece depois das 20h e de manhã começa a clarear depois das 7h. Iquique tem uma formação diferente: a estrada é construída nas rochas, em curvas meio inclinadas para o precipício e hoje, na pista sentido estrada, pudemos observar que as construções estão invadindo as dunas gigantes, assim como os prédios e casas estão muito próximos do mar. Como as pessoas conseguem morar tranqüilas em lugar aparentemente tão inseguro?

Abastecemos na saída, posto COPEC, com registro do Jota conferindo o abastecimento em nossa Bela da Estrada, que mais um dia foi fantástica. Nenhum barulhinho diferente, somente a tampa do tanque não devidamente travada após o abastecimento, mas percebido em tempo devido ao odor de gasolina.

Gostamos do Hotel Barros Araña, voltaremos lá, mesmo sendo o restaurante atendido por uma dupla TADEU & TADANDO (dois senhores anciãos batendo cabeças).

O trecho de Iquique a Arica é tão ou mais impressionante que o trecho Calama / Iquique. Hoje tudo foi registrado com nossa nova Sony 8.1. As imagens falarão mais que palavras. Ficamos parados 35 min na serra, mais ou menos a 150 km de Arica, devido a manutenções na estrada.

Chegamos a Arica, cidade portuária, última ao norte do Chile e divisa com o Peru. Entramos na cidade e passamos direto pelo hotel escolhido - D’ Marie Jeanne y David – pois a rotatória onde ele está localizado induz para a direita e o hotel fica na esquerda, bem na esquina. Conhecemos o Cassino e um hotel 5 estrelas, antes de chegarmos ao nosso.

Fiquei na rua (rotina de chegada), ao lado do portão da garagem, cuidando de nossa bela enquanto o Jota foi conhecer o hotel. Minutos depois, uma chilena abre o portão e Jota junto me convidando para entrar e conhecer o quarto. O semblante dele cansado, demonstrando certa preocupação me fez decidir, por impulso, em ficarmos no hotel, sem exigências. Foi ótimo, pois a recepção da senhorinha Marie Jeanne, falando uma mistura de espanhol com francês em um hotel simples, de mochileiros europeus, mas impecável na higiene acabou sendo uma ótima decisão.

Estamos bem acomodados, com colchão gostoso e indicamos o hotel sem qualquer preocupação. É um casarão azul e branco, com cadeiras de praia espalhadas pelos corredores e plantas em todos os cantinhos possíveis e imaginários. O único senão é o controle rígido da “generala” Marie Jeanne, que controla tudo e todos com mão de ferro.

Almoçamos em um restaurante fantástico! El Congrio com Agallas. O ambiente é gostoso e decorado com acessórios de pescador profissional, além de jardim interno com plantas frutíferas. Tomamos pisco sou” e pisco mango; uma ensalada especial com frutos do mar; o Jota comeu uma bela parrillada de frutos do mar e eu experimentei o famoso loco, na lista dos animais em extinção e contribui com uma parcela para essa extinção. De postre panqueca de mangas e como bebida jugo de gayaba.

Comemos muito, ficamos barrigudos e fomos caminhar sob o sol escaldante para fazer a digestão, cambiamos dólares por soles para iniciarmos nosso tour pelo Peru.

No retorno para o descanso, fomos comprar bebidas quando tivemos um pequeno acidente, mas que pode incomodar nossa viagem. O Jota, que estava de havaianas, deu uma “senhora topada” em um degrau malfeito na calçada. Sorte que foi no dedão direito (o esquerdo troca às marchas) e na hora da dor, ele esbravejou tudo o que tinha direito, como bom português gritalhão, e desopilou todo o estresse da viagem. Seremos o casal sem unhas no dedão do pé, logo, logo porque em Humahuaca quem topou o dedão esquerdo fui eu e estou com a metade da unha solta.

Vamos descansar para atravessarmos a aduana peruana amanhã, rumo a Camaná (578 km), se conseguirmos chegar, ou, então, ficaremos em Moqueguá (268 km).

DADOS TÉCNICOS:


TEMPOS : EM MOVIMENTO 3h5min23seg; PARADO 51min37seg; TOTAL 3h57min.

VELOCIDADES: MÉDIA EM MOVIMENTO 100,7 km/h; MÉDIA TOTAL 78.8 km/h.

DISTÂNCIAS: DO DIA 311,1 km; ACUMULADA 3.662,1 km.

CONSUMO: PARCIAL 16,03 km/l; ACUMULADO 13,47 km/l; Valores → 3657,0 km / 245,47 l (parcial).

Música: Green Slevees – Besta Instrumental