Dia a Dia – Peru 2009


2o dia – Sábado - 03.01.2009: de Capioví-AR a Charata-AR


Percurso:
Capioví /Santa Ana / Posadas / Corrientes /Resistencia/Avia Terai /Charata

Acordamos cedo (6h30min), tempo feio, fizemos a higiene, tomamos café, batemos um papinho com nosso novo conhecido Aderlan, o qual ficou sabendo pelo Jota que, além dos 1.000 km que imaginava faltarem para chegar a São Pedro do Atacama, teria que percorrer mais 900 km, ou seja, quase o dobro do que tinha inicialmente em mente.

Pegamos a estrada (7h20min), com vento veloz, gelado e céu tenebroso, com nuvens baixas mal humoradas correndo sobre nossas cabeças. Quando passamos pelas primeiras regiões povoadas, estas pareciam povoados abandonados, não havia janelas ou portas abertas quanto mais pessoas, cachorros, vacas, gatos, etc. Nada se mexia. À medida que esquentava começamos a ver pessoas, bichos e Eólo, deus grego dos ventos, assoprando cada vez mais forte pela esquerda. Tínhamos esquecido a sensação de “levar tapas” de caminhões quando cruzávamos com eles (sempre acontece com vento forte soprando da esquerda), assim como, as jogadas de cabeça e até da Bela da Estrada dançando no ritmo do deus dos ventos, o qual estava irado talvez por sentir-se invadido ou, mesmo, atraído pela Bela da Estrada.

Quando as nuvens davam espaço para o sol aparecer de manhã, ficávamos felizes, pois além de nos aquecer, também secavam nossas botas e luvas, ainda molhadas do dia anterior.

Encontramos outro brasileiro, catarinense, retornando ao Brasil e pilotando uma Kawasaki XR-10, a exemplo do Jota, profundo conhecedor de estradas e quilometragens. Foi a Salta e retornava para o Balneário Camboriú.

À medida que fomos avançando, deixamos as nuvens e o fantasma da chuva para trás e redescobrimos que é mais confortável viajar com frio do que com o calor. Baixa a pressão, dá moleza e vontade de dormir. Hoje cochilei bastante, até sonhei que estava colhendo flores com a mamãe Ady e a mana Teté. Fizemos duas super “puxadas” seguidas, uma de 260 km e outra de 215 km. É cansativo e não compensador. Uma pequena parada para descanso repõe as energias e chegamos mais inteiros.

Às 16h, após abastecermos e tentar “tirar o grosso” do vermelhão da Bela sem muito sucesso, já estávamos na piscina do Hotel Catange, beira da estrada, grandão, imponente, com diária à altura de sua imponência, mas como diz o Jota “nós merecemos, afinal trabalhamos prá que?”

Quanto à “Bela da Estrada”, companheira amada, está nos levando com toda a garra e sem nos dar susto. Também está sendo assediada por “tudo que é macho”, desde a primeira parada lá em Três Pinheiros, com o celular é foto daqui, filme dali - jovens, pré-idosos, idosos, “la bela” limpa fazia sucesso, agora de “bumbum” encardido continua fazendo o maior sucesso entre os gringos. Parecem crianças curtindo o brinquedo dos sonhos.
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DADOS TÉCNICOS:


TEMPOS: EM MOVIMENTO = 5h53min18seg PARADO = 01h22min47seg; TOTAL = 7h41min5seg.

VELOCIDADES: MÉDIA EM MOVIMENTO = 121,1 km/h; MÉDIA TOTAL = 98,3 km/h.

DISTÂNCIAS: DO DIA = 719,3 km; ACUMULADA = 1.475,7 km:.

CONSUMO: PARCIAL = 12,8 km/l; ACUMULADO = 12,88 km/l; Valores → 1.475,7 km / 114,58 l.

Música: Green Slevees – Besta Instrumental