1o dia – Sexta-feira - 02.01.2009: de Curitiba–PR-BR a Capioví-AR
Percurso: Curitiba /Palmeira /Relógio /Guarapuava /Pato Branco /Dionísio Cerqueira /Bernardo de Irigoyen / Eldorado /Capioví
Saímos de casa às 6h37min! O céu estava nublado, friozinho, sem chuva, após uma noite inteira de São Pedro fazendo “pipi” na nossa cabeça. Noite mal dormida, talvez pela ansiedade da viagem somada com a preocupação da chuva iminente no primeiro dia de estrada. Por falar em friozinho, aquele friozinho na barriga perante as incertezas da aventura a iniciar-se, estava pra lá de presente.
Tomamos café no Anila, em Irati. Seguimos viagem e, pouco depois de Guarapuava, o “velhinho Pedro” abriu a bexiga e não fechou mais. Nós chegamos a Barracão, encharcados, pensando que o pior já tinha passado. Seguimos direto (direto mesmo, sem nenhum erro de percurso) rumo à aduana. Ficamos na fila da imigração, mais ou menos 40 min (exigiram a Carta Verde e a vacina contra febre amarela), abastecemos, sempre sob muita chuva e pegamos a estrada rumo a Eldorado.
Uma estrada de 125 km com uma serra chata, cujo trecho em curvas apresenta declives e aclive bem acentuados, onde o “Jota velho de guerra” já foi obrigado a praticar todas as técnicas de pilotagem e teve acordado o seu instinto de sobrevivência. Nas baixadas, em todo o leito da estrada, se formavam poças de água com barro vermelho e, quando por elas passávamos, a força da água espirrada pelas rodas era tão forte que jogava nossos pés para trás, arrancando-os das pedaleiras. Como bom piloto, escoteiro de alma, Jota agarrava nossa “Bela da Estrada” (a Tana sempre dá um nome para a moto da vez) pelos manetes, tirava os pés das pedaleiras e amortecia a aquaplanagem como se estivesse em um tobogã. Imagine um par de botas de estradeiro no 44, domando a “Bela da Estrada” e a pobre da garupa só na observação e no bate papo com São Pedro.
Após a descida da serra e passarmos Eldorado, já na Ruta 12, paramos em um posto YPF (bandeira hoje pertencente à PETROBRAS). Almoçamos sanduíches e seguimos até Capioví, sempre com muita, mas muita chuva e vento gelado e forte. Chegamos aproximadamente às 16h após percorrermos 756 km de estrada (sendo um terço dessa distância percorrido abaixo de chuva torrencial), gelados, encharcados e vermelhos de barro.
No Hotel Castillo, conhecemos o Aderlan, gaúcho, morador de São Paulo, que rumava a São Pedro do Atacama pilotando uma Yamaha XT 660. O mototurista estava meio “perdidão” com as quilometragens e roteiro a percorrer.
Como quase prejuízo do “dia mijão”, encharcamos nossa a máquina fotográfica.
DADOS TÉCNICOS:
TEMPOS: EM MOVIMENTO = 7h11min36seg; PARADO = 01h33min27seg; TOTAL =8h45min13seg.
VELOCIDADES: MÉDIA EM MOVIMENTO = 05,1 km/h; MÉDIA TOTAL = 86,4 km/h.
DISTÂNCIAS: DO DIA = 756,4 km; ACUMULADA = 756,4 km:.
CONSUMO: PARCIAL = 13,0 km/l; ACUMULADO = 13,0 km/l; Valores → 551,1 km / 42,4 l (parcial).
Música: Green Slevees – Besta Instrumental