14° Dia – 27/03/2011 – Domingo: de Reconquista-AR a Resistencia-AR = 219 km
Percurso: Reconquista /Las Garzas /Villa Ocampo /Las Toscas /Florencia /Basail /Resistencia.
Já em balada de regresso acordamos sem pressa, afinal hoje é domingo e temos pouco mais de 210 km pela frente. Tomamos café, batemos papo com uma família argentina que estava retornando do feriado prolongado e às 9h15min estávamos partindo.
Os primeiros 40 km foram gelados, céu nublado, Eólo dançando com os pinus que ladeavam a estrada, formando uma bucólica paisagem e com ela a saudade de casa, cada vez mais próxima.
Logo após esta visão dos pinus e arbustos dançando a perder de vista, a estrada tornou-se cheirosa ao cruzarmos as plantações de milho e de cana.
Poucos quilômetros depois vislumbramos um clarão no horizonte e à medida que percorríamos a estrada, sentimos o cheiro da chuva, da terra molhada e a presença do bom velhinho, São Pedro, cada vez mais perto da gente, fazendo “troça”, afinal tinha sido camarada durante os mais de 4.000 km já rodados.
Começou a chover fininho e foi engrossando até despencar sem parar, em toda a província de Santa Fé e do Chaco.
Já bastante próximo de Resistência amenizou um pouco, mas logo retornou com força total. Cruzamos com muitos carros e caminhões, os primeiros retornando de um longo feriado e os caminhoneiros, nossos velhos companheiros de estrada nos domingos pela manhã, na labuta.
Viajar sobre duas rodas na chuva, além da pouca visibilidade, hoje também nos deixou encharcados, pois quando começou a chover já estávamos na estrada, sem acostamento e não compensaria parar e vestir a capa de chuva tendo em vista que a viagem era curta.
Além disso a estrada fica mais escorregadia e o trecho que fizemos hoje está em obras, com vários remendos, calombos e valetas, perigosos para os viajantes sobre duas rodas e imperceptível aos motoristas de carros ou caminhões.
A pista escareada nos dois sentidos, para aplicar nova camada de asfalto, manteve uma faixa de uns 20 cm para não refazer a pintura dsa faixas centrais. Para economia e manutenção tudo bem, já para os motociclistas ficam dois degraus centrais de 3 a 4 cm atrapalhando a mudança de pista, ou seja, ultrapassar na chuva estava praticamente impossível. Só atacando com um pouco de ângulo e correndo riscos.
Reduzir a velocidade, aumentar a distância dos veículos que estavam à nossa frente, em especial caminhões que formavam uma cortina de gotas d’água e evitar frear sobre as faixas e sinalizações (ficam escorregadias) são algumas das medidas mínimas a serem adotadas sob a chuva e é de fundamental importância estar seguro de que os pneus estão em perfeitas condições de aderência.
Estreamos nossas roupas novas, capacetes e botas, trocados porque perdemos tudo na última viagem, quando sofremos o acidente. Chegamos molhados e até onde nossa memória não esteja nos traindo, com os equipamentos velhos nos molhávamos menos. Deve ser a qualidade chinesa se espalhando por todas as marcas.
Enfim, viajar de moto abaixo de chuva é bem diferente do que viajar com tempo seco, por mais calor que esteja. Além do cuidado maior que devemos ter, a chuva também nos impede de tirar fotos, de admirar melhor a paisagem e ficamos tensos – piloto e garupa – devido à atenção redobrada.
Mañana volvemos.
COVADONGA HOTEL
ENDEREÇO: Güemes, 200
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DIÁRIA CASAL: (R$): 152,50
NOSSA AVALIAÇÃO: Bom
DADOS TÉCNICOS:
TEMPOS: a) em movimento = 2h5min48seg; b) parado = 6min22seg; c) total = 2h12min10seg.
VELOCIDADES: a) Média em Movimento = 104,4 km/h; b) Média Total = 99,4 km/h; c) Máxima = 148,9 km/h.
DISTÂNCIAS: a) Do dia = 219 km; b) Acumulada = 4.066,4 km.
CONSUMO: a) Do dia = 14,12 km/l; b) Acumulado = 13,70; c) Fatores > 4.066,4 km > 296,84 l.
Músicas: Cancion com Todos e Al Jardim de la Republica – Mercedes Sosa