14º dia: sexta-feira, 05 de março de 2004, de General Acha-AR a Luján-AR = 786 km rodados em 12 horas (média de 65,5 km/h).
Percurso: General Acha /Santa Rosa /Trenque Lauquen /Pehuajo /9 de Julio /Bragado / Luján
Saímos 10 min após as 7h com vento fortíssimo, dificultando a pilotagem e, para desafiar mais ainda os pilotos, no trecho Santa Rosa - Trenque Lauquen, muitos buracos. Depois a estrada ficou boa novamente.
Queríamos aproveitar o dia (com a vantagem de sairmos cedo) e seguimos em frente, com o grupo separado devido às condições do tempo e das motos. Rodamos em parceria com o Carlão uns 50 km, quando Dindo (Jota) e afilhado (Carlão) perceberam a ausência das luzes dos faróis das demais motos. Aguardamos e como o grupo não aparecia retornamos.
A 70 km encontramos o grupo parado na beira da estrada em Bragado, com a corrente da moto do Braga estourada. Já tinham descoberto Hector, o mecânico dono de uma oficina que conserta motos e presidente do moto clube em Bragado. Rapidamente trocou a corrente por outra nova, que, por sorte, o Lu tinha trazido no estoque particular de reposições.
Chegamos ao destino programado no final da tarde. Luján está localizada à beira do rio de mesmo nome. De longe se pode avistar sua imponente basílica, que é um centro de fé reconhecido em todo o continente. Conta a lenda, que em 1630, a carreta que transportava a imagem saída do Brasil, rumo a Santiago del Estero, parou em Luján e de lá a virgem nunca mais saiu. Em torno dela foi fundada e cresceu a cidade argentina reconhecida como o centro espiritual mais importante do país. Ë similar à Aparecida do Norte, com o mesmo número intenso de peregrinos, de todas as regiões, indo e vindo pagar ou fazer promessas.
Ficamos hospedados Hotel Hoxon, próximo à catedral, muito bom e a preço acessível.
Música: Air – Snarkadaktal