Dia a Dia – Pacífico 2004


12º dia: quarta-feira, 03 de março de 2004, em San Carlos de Bariloche-AR

Passeio em Bariloche!

Cidade fascinante, fundada por europeus e com infra-estrutura preparada para bem receber turistas, em especial os “brasiloches”, por meio de teleféricos, trenós, pistas de esqui, carros, motos, bicicletas e acessórios especiais para caminhadas.

Estamos no verão, durante o dia vestidos com um agasalho mais leve (temperatura média 18 graus Celsius) e as noites são geladas, mesmo no verão, com a vantagem da luz solar até 21 horas.

A fama de Bariloche também ser nossa, acreditamos, que esteja nas carnes suculentas ou nas receitas trazidas por imigrantes europeus, como tortas e chocolates (não é mesmo, Jota?). E para Tana, a pelicana, mucha trucha e salmon.

Para beber, além dos saborosos vinhos argentinos, saboreamos cerveja artesanal feita com a mistura da cevada e lúpulo com a água pura da Cordilheira dos Andes.

Logo cedo pegamos uma van, para conhecer os pontos turísticos de Bariloche. Passamos à beira da costa sul do Lago Nahuel Huapi (nahuel=tigre, huapi=ilha), no coração do parque nacional Nahuel Huapi, onde Bariloche está localizada, rumo ao Cerro Campanário (uma das 7 vistas mais lindas do mundo, segundo a National Geographic).

A vista do Cerro Campanário (8 km de Bariloche) é a mais deslumbrante de toda Bariloche (impossível comparar com Los Penitentes, Puente Del Inca e Aconcágua). A natureza rodeada por montanhas gigantes, glaciares imponentes, junto às águas de um azul profundo (mesmo limpas) contrastando com o verde da vegetação e o tempo parecendo parar para que desfrutássemos da beleza de sua paisagem. Pudemos, inclusive, matar a saudade do Chile, onde a vista alcança a divisa entre os dois países. Para chegar ao topo fomos de teleférico, aos pares, a uma altitude de 1.050 metros.

Depois seguimos ao Cerro Catedral (picos que formam desenhos similares às torres das catedrais medievais), a mais completa estação de esqui da América do Sul, com mais de 120 km de pistas e caminhos, com toda a infra-estrutura necessária aos turistas, como snow mobile, trenós, snowbikes, caminhadas com raquetes de neve, entre outras, além de restaurantes, lojas para aluguéis de equipamentos e escolas de esqui.

Como a alta temporada vai de julho a setembro encontramos a estação quase deserta, com neve somente no cume das montanhas. Lá em cima há dois refúgios de montanha, que são grandes casas com restaurante e mirante. Subimos de bondinho, lotado e atrás de nós um casal falando em espanhol mal dos brasilenhos. Não deixamos barato e retrucamos na hora, deixando-os inibidos com o preconceito de um povo que os recebe bem (há controvérsias!). Foi divertido, tiramos muitas fotos e às 14h já estávamos embaixo. O pneu da van estava furado e ajudamos a trocar.

No retorno à cidade almoçamos (mais café da tarde e jantar, dado o adiantado da hora) em um gostoso restaurante. Alguns foram recuperar energia e fazer la siesta e outros baterem perna nas lojas grudadas umas nas outras, na rua central.

Amanhã iniciamos nosso retorno ao Brasil e o Ayrton e Eleane seguem viagem (de carro) rumo ao Ushuaia.

Para a maioria este foi o melhor dia da viagem. É sem dúvida um belo lugar, mas para nós Los Penitentes, Puente del Inca, Cerro Aconcágua, Pucón e seus lagos e vulcões são tão lindos quanto, sem esquecer a Cordilheira dos Andes, pero no hay efectiva comparación.

Música: Air – Snarkadaktal