7º dia: sexta-feira, 27 de fevereiro de 2004, de Santiago-CL a Viña Del Mar-CL e retorno = 277 km rodados em 8 horas e 30 minutos (média de 35,59 km/h)
Percurso: Santiago /Curacavi /Casablanca /Valparaíso /Viña Del Mar /Valparaíso /Casablanca /Curacavi /Santiago
Às 7h30min enfrentamos novamente o congestionamento de Santiago (em obras), rumo a Viña Del Mar e Isla Negra, pela Ruta 68, outros objetivos de nossa viagem: sentir o Pacífico e a energia de Pablo Neruda.
O trânsito é dificílimo, exige manobras rápidas e nós, um grupo de Ets, em nove motos e um carro, tentando achar a saída. Para nossa felicidade, um guarda de trânsito autorizou que circulássemos pela via expressa para ônibus e táxis. Ficou um pouco mais fácil, porém, com bastante movimento.
A estrada costeira é excelente, pedagiada e tentamos (sim, porque a tentação era maior) viajar nos limites de velocidade (100/120 km/h), em respeito ao perfil rigoroso e incorruptível dos carabineiros (polícia rodoviária chilena).
Contudo esta preocupação se revelou desnecessária. Em todo o Chile andamos forte e nunca fomos parados pela polícia.
Na entrada para Viña Del Mar o carro de apoio se perdeu, ficamos esperando, primeiro no Mirante Pablo Neruda, na entrada do balneário e depois em um posto de gasolina, as duas esperas somaram em torno de 3 horas, o que impediu de seguirmos adiante e conhecermos a Isla Negra (que pena, tão perto, menos de 100 km), ao sul de Valparaíso, para conhecer o Museu Casa Pablo Neruda, residência do poeta maior do Chile.
Pelo menos tocar o Pacífico nós conseguimos, sem banho, porque além do clima frio a água estava gelada e nós estávamos de moto e não podíamos arriscar um vírus de gripe.
Almoçamos em um restaurante à beira mar, na praia Reñaca, que nos indicaram como sendo o local onde ficam os melhores restaurantes. Depois de saborear um delicioso cardápio de frutos do mar, fomos conferir os populares ascensores (espécie de funicular), declarados monumentos nacionais, que interligam a parte alta da cidade com a parte costeira, devido à inclinação acentuada dos morros.
Retornamos a Santiago e fomos visitar um mirante, no centro de Santiago, para ver a capital chilena, com a cadeia dos Andes ao fundo. Tivemos sorte, o cume das montanhas do Andes estava coberto de gelo.
À noite jantamos no hotel, cujo restaurante é decorado com motivação indu, onde experimentamos a comida típica. O Jota, que gosta de alimento bem temperado gostou e eu que sou mais vegetariana, achei o sabor esquisito. Tomamos o saboroso Pisco, uma bebida tradicional chilena, produzida a partir da destilação do mosto de uvas. Chile e Peru reivindicam para si a descoberta da bebida, como típica dos seus países. No Chile é praticamente uma religião o consumo do Pisco. Já o bebemos nos dois países e em cada um deles, de região para região, percebemos diferenças no sabor (tipo de uva, talvez) e/ou no preparo.
Música: Air – Snarkadaktal