29° Dia – 18/08/2013 – Domingo: base Mateiros no Jalapão-TO = de 4x4
A Patrulha V.A. Dias.com ficará na saudade como a “tiurma” mais irreverente, disciplinada e tudo de bom que aconteceu na expedição O JALAPÃO É BRUTO. Os percursos de rally foram realizados com muito som, brincadeiras e gargalhadas, testemunhado somente pela nossa poderosa off road, pois o lema juramentado pela patrulha é tudo que acontece no Jalapão fica no Jalapão, incluindo a criança acordada dentro de cada um.
O dia foi único. Acordamos às 3h30min da madrugada para fazer uma “escalaminhada” de 500m de subida, mais três quilômetros de caminhada plana sobre uma das montanhas de pedra para recepcionar o nascer do Sol, quase perdendo em beleza para o céu prateado e a lua cheia da madrugada, no Mirante da Serra do Espírito Santo. É importante estar bem preparado fisicamente, porque tanto a subida quanto a descida exigem atenção, equilíbrio e saúde em dia.
Conta a história que o Jalapão já foi mar e ao longo dos milênios as montanhas de pedra foram moldadas, ganhando forma de ruínas gigantescas. Lá do alto é visível o trabalho do vento favorecendo o processo de desertificação e o bonito bailado das dunas.
Retornamos para o hotel às 9h – porque a Patrulha V.A. Dias.com realizou o desafio com sucesso – tomamos um reforçado café e seguimos para a Cachoeira do Rio Formiga, uma pequena queda d água, cercada por uma vegetação exuberante, de árvores altas, samambaias e palmeiras nativas, com a água verde esmeralda.
Após o banho na Cachoeira do Rio Formiga fomos almoçar no povoado quilombola do Mumbuca, uma sociedade matriarcal, hospitaleira e de onde nasceu o artesanato de capim dourado, principal ou única fonte de renda dessa comunidade.
Chegamos ao Fervedouro Firmeza, um lugar cercado por bananeiras e no centro um poço de água azul transparente, com momentos de alegria e descontração e perfeito para toda a Patrulha V.A. Dias.com. No centro está a nascente de um rio subterrâneo. A água que brota das areias claras cria o fenômeno da ressurgência, que protege qualquer banhista de afundar.
Chegamos cansados, com o pó fino vermelho impregnado em nossos poros; nosso couro cabeludo, unhas e nossas roupas já assimilaram o tom da terra fortalecida pelos rostos sorridentes e os olhos vermelhos e brilhantes diante de tanta novidade, beleza e adrenalina.
“ ...O Jalapão Oasis de inspiração, é um altar que os deuses elementais: da terra, fogo, água e ar, nos presentearam...” Dorivã Passarim
Música: Aquarela do Brasil – João Gilberto