Dia a Dia – Brasil Centro Norte 2013


26° Dia – 15/08/201 – Quinta-feira: em Palmas-TO
Reservamos a manhã para visitar um dos principais cartões postais de Palmas, a Praça dos Girassóis, a maior Praça da América Latina e a segunda maior do mundo. Perde em tamanho apenas para a Praça Merdeka na Indonésia.

Essa praça foi construída no ponto central de Palmas, de onde partem as principais avenidas da cidade. Também foi projetada para abrigar os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do Tocantins.

Inaugurado em 1991, o Palácio Araguaia tem a história do Estado impressa em cada detalhe arquitetônico. Seus arcos são referência histórica à igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, em Natividade, com detalhes de afrescos externos que contam a história do Estado. No topo da construção, esculturas douradas reproduzem o brasão de armas do Estado.

Impossível não perceber o Memorial Coluna Prestes, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, lembrando a passagem da Coluna Prestes pelo Tocantins entre 1920 e 1930. O local abriga um salão de exposições com peças originais da história da Coluna, um auditório e salas para administração.

Próximo ao Memorial está o monumento aos Dezoito do Forte de Copacabana, que relembra a revolta de 1922 contra a República Velha no Rio de Janeiro.

No Cruzeiro, cuja cruz foi esculpida em pau-brasil, foi lançada a Pedra Fundamental de Palmas e são realizadas as missas campais para celebrar a instituição de Tocantins e Palmas.

Localizado em frente ao Cruzeiro, o monumento Súplica dos Pioneiros é outro atrativo que traduz a história de Palmas. O conjunto de esculturas de bronze forma uma família e homenageia os primeiros moradores que chegaram à capital e ajudaram na construção da cidade. Um detalhe interessante destas estátuas é que estão voltadas para o leste, onde nasce o sol, em posição de agradecimento por uma vida nova em um novo lugar.

A Fonte Luminosa encanta os visitantes com jatos de água que chegam a 15 metros de altura e neste mesmo local, os visitantes se reúnem nos quiosques e parquinho para um programa em família.

O paisagismo preservou a vegetação nativa em um encontro harmonioso. Ipês roxos, brancos, rosas e amarelos dividem o espaço com coqueiros, palmeiras imperiais, faveiros de bolota e uma enorme variedade de frutíferas e árvores típicas do cerrado como caju, pequi, bacupari, ingá, araticum e mangaba, em extensos gramados.

Vimos homens trabalhando, árvores podadas, fixação de placas de identificação das espécies, capim arrancado, pouquíssimos formigueiros e sistema de irrigação funcionando.

Porém, mesmo assim, saímos da Praça com sensação de quase abandono e com a impressão de que está faltando alguma coisa. Depois de um tempo se percebe que o que falta é vida, movimento, alegria. São pouquíssimas as pessoas circulando, os palácios todos com vidros escuros e fechados devido ao ar condicionado. Parece uma “praça fantasma”.Também sentimos falta de lixeiras, bancos para descanso e dos girassóis, flor símbolo do Tocantins e que dá nome à praça.
Agora à tarde, descanso, piscina e organização o da bagagem que vai conosco para o Jalapão, passeio que
começa amanhã. Viajaremos de carro, via empresa de turismo, enquanto Joaninha (moto), roupas e acessórios ficarão guardados no hotel.

Música: Aquarela do Brasil – João Gilberto