21° Dia – 10/08/2013 – Sábado: em São Luís-MA
Mais uma meta atingida – São Luís e os Lençóis Maranhenses!
Hoje descobrimos uma São Luís do Maranhão bonita e luxuosa. Visitamos o centro histórico com seus casarões e incomuns fachadas de azulejos. Muitos deles estão sendo restaurados e encontramos uma cidade limpa com seus moradores educados para jogar lixo e resíduos alimentares nos latões disponíveis em todas as quadras.
Esta cidade que já foi chamada de Ilha do Amor ainda atrai os enamorados para as praças e escadarias das igrejas e palácios, que ignoram os turistas com sede de captar as melhores imagens.
Terra do Bumba-meu-boi e do reggae, que anima as noites e as tardes de domingo na beira mar. O reggae está tão difundido na cidade que já deixou de ser música de periferia e atinge todas as classes sociais e faixas etárias. As rádios, sejam elas FM ou AM, têm programas específicos do ritmo, que somam as maiores audiências e a rapaziada rasta” é vista e encontrada em todos os lugares.
A ponte José Sarney liga o Centro Histórico de São Luís ao bairro do São Francisco e atravessa o rio Anil perto de sua foz. Possui uma bela vista da cidade velha e da cidade nova, além do Rio Anil e da Baía de São Marcos.
O centro histórico é chamado pela população de cidade velha (não poderia ser diferente) ou, simplesmente, de centro e o lado novo é chamado de “a cidade dos bacanas”.
A cidade dos bacanas é formada por prédios e mansões, originariamente vilas de pescadores, que hoje vivem em palafitas e vilas à margem do rio Anil e da Baía São Marcos.
Na avenida litorânea, impecável com seus quiosques de água de coco e bares, as pessoas alongam, correm, pedalam e malham com espaços dirigidos e acompanhados por professore de educação física.
Visitamos a praia Ponta d'Areia, uma das mais populares e conhecidas pelos shows de reggae e segundo a população a que exige mais atenção e cuidados por ser a mais violenta, onde batedores se aproveitam de qualquer distração.
A praia do Calhau é considerada a mais bonita pela presença de dunas e de prédios luxuosos. Bastante frequentada durante a temporada dos jogos de verão e tem um endereço ilustre a casa do presidente do Senado José Sarney. A orla é repleta de barracas muito bem montadas com cobertura de sapê para tomar um chopp, água de coco ou um sorvete é tudo de bom, sem falar na culinária deliciosa da região.
Ainda, nessa praia há um suntuoso monumento em homenagem aos pescadores, primeiros moradores da região que hoje vivem às margens do rio Anil e da Baía de São Marcos.
Almoçamos na Cabana do Sol, um restaurante à beira mar na praia do Calhau, bem movimentada, cujos donos fizeram boas e sólidas parcerias com empresas de turismo e de táxi. Lá comemos a pescada amarela com arroz de cuchá e de sobremesa creme de cupuaçu. O aperitivo – escolhido pelo cliente – é oferta da casa.
A praia do Caolho, extensão do Calhau até a entrada do Olho d'Água está em fase de desenvolvimento e de resistência dos moradores que ainda moram por lá.
Adeus São Luís do Maranhão! A cidade que nos recepciona com suas estradas e ruas esburacadas na chegada e que nos deslumbra com sua orla marítima; o arroz de cuchá com quiabo que vira uma iguaria; da gente hospitaleira que responde o nosso “muito obrigado” com “da hora”; o fim de tarde na orla com seus botecos e música ao vivo; sem esquecer as ruas esburacadas, agravando o trânsito caótico e o atendimento lento, “eta” praga disseminada em quase todo o Estado (rsrsrs).
Um destino interessante e singular para quem quer conhecer um pouco mais do Brasil.
Música: Aquarela do Brasil – João Gilberto