11° Dia – 31/07/2013 – Quarta-feira: de Manaus-AM a Belém-PA = de barco
Oba! Hoje é quarta-feira dia de partir para Belém de barco e já na chegada do porto começou nossa aventura. Catamarã ancorado no primeiro embarque (Rodway), no meio do rio Negro e lá fomos pular num barquinho, subir num cargueiro para chegar à plataforma e, finalmente, entrar em nosso navio.
Fila na entrada, debaixo do Sol das 11h com temperatura em torno de 30 graus C. Usamos nosso direito de idosos e furamos fila para subir três lances de escada carregados para chegar ao segundo deck. Depois o barco ainda parou no “embarque amarelo” onde o Jota aproveitou para dar um “pique” e comprar água, energéticos e frutas no Mercado Municipal. Devidamente instalados na suíte 28 fomos bisbilhotar a turma das redes, nossas vizinhas.
Estamos viajando no navio Catamarã Rondônia, em uma suíte (cama de casal, ar refrigerado, frigobar e banheiro interno) cujo preço da passagem equivale a R$600,00 por pessoa.
Como nenhum navio liga as duas cidades de forma direta, existem várias paradas em pequenos vilarejos e cidades; o nosso trajeto prevê paradas em Juriti, Óbidos, Santarém, Monte Alegre, Prainha, Almeirim e Gurupá.
Optamos por essa viagem com o espírito verde-amarelo para conhecer parte do Brasil e, também, viver por alguns dias em contato com a natureza sem os recursos modernos de comunicação (Internet ausente e celular somente próximo às cidades).
Lá em Curitiba já sabíamos que seria cansativo, com conforto limitado e para substituir algumas refeições trouxemos frutas secas, com a recomendação de beber água somente água mineral e não comer alimentos crus.
Uma das orientações recorrentes também foi a de redobrar a atenção, pois existe o risco de pequenos furtos, principalmente para aqueles que dormem nas redes; nós somente precisamos chavear a porta a cada saída da suíte.
Vale lembrar que apesar de todos os navios terem horários previstos para as saídas, estes podem atrasar bastante, em alguns casos, o atraso do nosso foi de duas horas, portanto, o turista precisa ter paciência.
Tão logo partimos, passamos pelo “badalado” encontro das águas do Rio Negro com o Rio Solimões, as quais não se misturam.
Encantados com tanta vastidão de terra e água, curtimos nosso primeiro “pôr-do-sol” um pouco nublado e o primeiro céu estrelado. A música “tecnobrega” fica distante, lá no bar da popa, enquanto nós estamos na proa ao lado da cabine de comando.
Música: Aquarela do Brasil – João Gilberto