8° Dia – 28/07/2013 – Domingo: de Belém-PA a Manaus-AM = de avião
Chegamos a Manaus às 9h30 (uma hora a menos em relação a Brasília), sabendo que o Martinho (mano do Jota) já estava viajando a trabalho e nós não nos encontraríamos. Fomos recepcionados pelos amigos Adriano e João, que além de nos acomodar, nos presentearam com um delicioso tambaqui assado e caldeirada de tambaqui no tucupi, caprichosamente feitos pela mãe do Adriano, Sra. Vera.
Antes do almoço visitamos a gostosa e bem decorada casa do Martinho, saboreamos um vinho chileno, enquanto nos divertíamos com os cães Lacan (pastor alemão) e Davi (vfiapo de manga). O Lacan é a fera, amedronta todos, recepcionou a Tana com um rosnado intimidador e quando viu que não assustou, relaxou e curtiu as visitas, principalmente o Jota que deve ter lembrado o Martinho (dono) seja pela voz, tamanho ou jeitão português.
Após o almoço fizemos um passeio de barco até o encontro dos rios Negro e Solimões, que correm lado a lado por vários quilômetros sem se misturarem, formando o rio Amazonas. O barco navega lado a lado com as duas diferentes colorações da água - um cenário interessante para tirar fotos, observar a natureza e até criar histórias.
Passeando no preservado Lago Janauari observamos as palafitas dos “ribeirinhos”, como são chamados os nativos, aglomeradas às margens do rio Amazonas. Também vimos as vitórias-régias um pouco machucadas e um preguiçoso jacaré que cochilava entre as plantas cujas flores perfumadas e brancas só abrem à noite, e ao nascer do sol ficam rosadas.
Os ribeirinhos convivem com filhotes de jacarés, cobras e outros animais como forma de subsistência, possibilitando aos turistas fazer contato com os animais, sem correr riscos e em troca deixam “alguns trocados” para os nativos.
À noite fomos conhecer o suntuoso Teatro de Manaus. A construção é belíssima por dentro e por fora. A fachada é pintada de rosa e apresenta uma cúpula feita com milhares de escamas de cerâmica nas cores da bandeira brasileira.
No interior, chamam a atenção o hall de entrada a escadaria em mármore e a sala de espetáculos, com capacidade para 700 pessoas é decorada com lustres e máscaras venezianos.
Nessa visita fomos presenteados com o encerramento do festival Amazonas Jazz, em sua 8ª edição, um espetáculo que agrega artistas da Amazônia, do Brasil e do mundo em um mesmo palco, onde a música emociona e fala a todos nós.
Assistimos a Orquestra de Beiradão do Amazonas e Vinicius Cantuária.
OBA - a Orquestra de Beiradão do Amazonas nasceu na beira dos rios e mescla influências e ritmos de forró, xote nordestino, merengue caribenho, entre outros ritmos, essencialmente instrumental com sofisticados arranjos e composições que valorizam a melodia e a improvisação. Esta orquestra é amada pelo povo manauense, que acompanha o show em pé, aplaudindo muito e até dançando nos corredores do Teatro.
O Vinícius Cantuária, nascido em Manaus, atualmente vive nos EUA além de composições próprias (Lua e Estrela, gravada pelo Caetano Veloso, por ex.), também cantou Tom Jobim, Gilberto Gil, Caetano Veloso e encerrou o show com a belíssima Só Você (gravada por Fábio Júnior) que atingiu a marca de mais de dois milhões de cópias vendidas.
O Teatro possui ainda um pequeno museu com um rico histórico, desde plantas e croquis originais, raros utensílios de porcelana, programas e ingressos, até objetos dos artistas que ali se apresentaram.
BOUTIQUE HOTEL CASA TEATRO
ENDEREÇO: Rua Dez de Julho, 632 - Centro.
TELEFONE: (92) 3633-8381
WEB: www.casateatro.com.br
DIÁRIA CASAL: R$ 180,00
NOSSA AVALIAÇÃO: Ótimo
Música: Aquarela do Brasil – João Gilberto