7° Dia – 27/07/2013 – Sábado: em Belém-PA
Hoje Dia do Motociclista!
O motociclista é olhado diferente; como alguém ousado, aguerrido e “estiloso” no modo de ver e viver. Exploradores de estradas, muita adrenalina, vento no rosto, novos amigos, não importando o clima – chuva torrencial ou sol escaldante – pois o que importa é acelerar, ouvir o motor roncar, curtir a vida e explorar novos horizontes.
Se você se encaixou nesse estilo de ser, curta, viva feliz, conquiste novos amigos e seja confiante (sem excessos) para continuar partindo e chegando a novos destinos, SEMPRE ALERTA, pois o imponderável pode aparecer, seja em uma curva, na faixa contínua, num buraco invisível, em um motorista cansado ou mesmo na travessia de animais.
Jota & Tana verde e amarelo!
Ainda em Curitiba procuramos criar um roteiro que coubesse em três dias, divididos em duas etapas: um sábado na chegada a Belém e dois dias no retorno de Manaus.
Belém não dispõe de um sistema de ônibus turístico e o trânsito e transporte público são um pouco confusos para nós turistas. Optamos, então, por fazer a maior parte do passeio a pé e alguns trechos de táxi. Foi o melhor custo/benefício!
Logo cedo fomos surpreendidos com o tamanho das filas rumo às praias de rio (Mosqueiro), na praça em frente ao hotel, rotina essa que acontece durante o mês de julho, mês de alta temporada e de seca.
Partimos em direção ao centro, onde é possível ver o Theatro da Paz imponente construção de 1878 com arquitetura neoclássica, localizada na Praça da República. Estava muito calor e seguindo em frente encontramos um oásis climatizado.
A Estação das Docas foi aberta em maio de 2000 e seus armazéns revitalizados agora abrigam gastronomia, moda e diversos eventos culturais. A vista da baía do Guajará é belíssima. Um oceano de água doce, com ilhas ao longe. O trânsito de barcos é constante!
Vale a pena visitar a Estação das Docas tanto de dia para provar um delicioso sorvete – saboreamos de açaí e de cupuaçu - quanto à noite, para tomar um bom chopp de Bacuri e comer os variados petiscos locais.
O Mercado Ver-o-Peso, está logo ali do lado, a princípio com suas barracas de lanches e depois com a venda dos diversos produtos locais. Nele é possível encontrar desde as convencionais frutas e verduras até as famosas ervas milagrosas nos mais diversos formatos: chá, licores e essências. Deparamo-nos com inúmeras garrafas de Tucupi (tempero extraído da raiz da mandioca), quilos de castanha do Pará, sacos de farinha e tapioca, balaios de camarão, peixes frescos e secos, artesanato, açaí e cupuaçu.
Para almoçar, decidimos voltar para a Estação das Docas onde a oferta de restaurantes é boa, tem ar condicionado e paga-se um bom preço. Há opções à la carte, buffet e por quilo. Escolhemos um buffet, cujos valores custam, em média R$50,00 por pessoa. Entre os pratos que provamos estavam: pato e frango no tucupi, risoto paraense, vatapá, moqueca e postas de filhote, iscas de pescada, bacalhau, maniçoba e vários tipos de carne vermelha, além de uma farofa amarela crocante e açaí natural.
Como sobremesa mousse de açaí, pudim de maracujá, banana assada crocante e apimentada, isso mesmo, queimou nossos lábios e frutas muito doces, em especial o abacaxi.
Após o almoço fomos até o complexo Feliz Lusitânia, parte da cidade velha que foi revitalizada e hoje atrai turistas que buscam entender um pouco da história e arquitetura daquela área da cidade. Aqui estão o Forte do Presépio, a Catedral da Sé, a Casa das Onze Janelas e outros prédios e atrações interessantes.
Contratamos um táxi e fomos visitar o Mangal das Garças, um parque ecológico no entorno do Centro Histórico, com vista para o rio Guamá, em pleno coração de Belém. Fomos recepcionados por uma arara cheia de charme e entramos em contato com a flora (folhas e mais folhas em densa vegetação do mangue) e diversos pássaros característicos da região, além de um mirante incrível.
Em harmonia com essa paisagem, foram construídos pórtico, restaurante, mirante, viveiro de pássaros, viveiro de borboletas e quiosques para lanches.
Sem dúvida, Belém do Pará se diferencia de tudo o que já vimos por aí e é um excelente destino para quem quer conhecer um Brasil bem diferente do que estamos acostumados. No primeiro dia de turismo, no projeto Brasil Centro Norte – Jota & Tana Verde e Amarelo já nos encantamos e estamos partindo para Manaus com a sensação de “vamos voltar, que bom”.
Neste momento - 17h55 – estamos curtindo a chuva típica da cidade, que foi chegando devagarinho e silenciosa, mas está refrescando, molhando bem e mudando o cheiro da cidade.
Uma dica: protetor solar, óculos escuros e água devem obrigatoriamente fazer parte do passeio em Belém.
Música: Aquarela do Brasil – João Gilberto