5° Dia – 25/07/2013 –Quinta-feira: de Paraíso do Tocantins-TO a Açailândia-MA = 669,4 km
Percurso: Paraíso do Tocantins /Barrolândia /Miranorte /Rio dos Bois /Guaraí /Nova Olinda /Darcinópolis /Estreito /Porto Franco /Campestre do Maranhão /Imperatriz /Açailândia.
Previsão de quilometragem mais longa, despertamos às 6h e às 6h55 já estavamos na estrada rumo a Açailândia-MA.
Céu azul total e já calor, porém com um ventinho que ajudava muito a refrescar. Como saimos cedo o sol ainda estava baixo no horizonte, mas já muito brilhante. Com isso as résteas que passavam pela vegetação às margens da estrada, aliadas à velocidade, davam a impressão de recebermos flashes ininterruptos de luz. Esses constrastes ininterruptos de luz e sombra não são a melhor coisa para pilotar.
A estrada estava cheia de calombos, pista descascada, alguns poucos buracos, muitas ondulações e desníveis e “zilhões” de lombadas e pardais.
Poucos quilômetros antes de Nova Olinda paramos numa barreira de manutenção e lá ficamos mais de meia hora sob o sol escaldante. Quando abriu foi um “Deus nos acuda” com caminhões, automóveis, ônibus e a Joaninha disputando os espaços da pista.
De repente a meia pista foi desviada para um acesso pararelo de terra. No início tudo bem até que de repente surgiu um trecho de uns 150 m de puro areião. A Joaninha enfiou a roda traseira na areia fora e cantarolava pra Jota e Tana: “Daqui não saio, daqui ninguém me tira!”. O Jota se invocou, meteu os pés no chão, levantou o giro e saiu corcoveando e se atravessando, mas passamos.
Após esse trecho tinha uma loja grande de conveniências e paramos para o Jota se reidratar. Foi aí que deu um estalo na Tana que disse: “Pera aí Jota, nós paramos aqui, mas só continuam passando veículos no sentido que nós estávamos. E se demoramos e fechar prá nós teremos que esperar a turma do sentido contrário? Tamo morto”.
Aí caiu a ficha do Jota que se agilizou em botar a Joaninha na pista. Foi bom, pois a fila do sentido contrário estava com mais de 15 km.
Após essas peripécias passamos na Ponte de Estreito (Divisa Tocantins-Maranhão) onde o Jota matou a saudade da Usina Hidrelétrica Estreito - onde trabalhou há três anos, bem como do Classic Hotel onde morou por oito meses.
Continuamos na BR-153 Transbrasiliana a qual, a partir de Araguaina, mantém a sigla, mas é chamada de Belém – Brasília. Na Transbrasiliana percorremos praticamente 2.100 km desde Ibaití-Pr até Araguaina-TO.
Já muito cansados chegamos a Imperatriz. Na saída para Açailândia passamos no pior trecho de estrada em que já trafegamos durante toda nossa vida (e olha que já somamos mais de cem anos de idade e alguns milhares de quilômetros rodados). É o exemplo de projeto rodoviário do que “nunca fazer”. É indescritível – só vendo e trafegando para saber. Cabuloso.
Às 15h55 adentramos ao Hotel Santa Maria em Açailândia.
SANTA MARIA HOTEL
ENDEREÇO: BR-222 - Km 01
TELEFONE: (99) 3538-1266
WEB: www.santamariahotelma.com.br
DIÁRIA CASAL: R$ 140,00
NOSSA AVALIAÇÃO: Muito bom.
DADOS TÉCNICOS:
TEMPOS: a) em movimento = 7h12min; b) parado = 1h48min; c) total = 9h.
VELOCIDADES: a) Média em Movimento = 93,0 km/h; b) Média Total = 74,38 km/h.
DISTÂNCIAS: a) Do dia = 669,4 km; b) Acumulada = 2.682,7 km.
CONSUMO: a) Do dia = 14,87 km/l; b) Acumulado = 14,76 km/l; c) Fatores > 2.682,7 km; 181,8 l.
Música: Aquarela do Brasil – João Gilberto