13º dia: terça-feira, 17 de janeiro de 2006: Viña Del Mar-CL a Mendoza – 565 km em 12 horas (média de 47,08 km/h)
Percurso: Viña Del Mar/Los Andes/Los Libertadores/Los Andes/Los Horcones/Puente Del Inca/Los Penitentes/Uspallata/Mendoza
Às 7h20min já estávamos na estrada rumo a Mendoza. Tudo seguiu bem até Los Andes onde abastecemos e subimos os famosos caracoles. Quando chegamos à guarita da aduana chilena de Los Libertadores o policial nos pediu o papel da moto. Procura daqui, procura dali e nada do papel.
Perguntamos o que se poderia fazer já que não achamos o dito papel e o policial nos disse para conversar com seu superior no escritório da aduana.
Paramos a moto no pátio e fomos conversar. Nada podia ser feito ali. Teríamos que voltar a Los Andes e procurar a Polícia Federal.
Lá fomos nós 80 km caracoles abaixo. Chegando a Los Andes procuramos a Polícia Federal chilena onde fomos muito bem atendidos por um supervisor, que ouviu nossas explicações e após 30 minutos de espera nos disse para procurar uma senhora da Receita Federal que resolveria nosso caso, pois ele ia ligar para ela e explicar a situação.
Partimos para localizar a Receita Federal e fomos parar no porto seco de Los Andes onde, no meio de dezenas de caminhões, nos informaram a localização do escritório da referida senhora.
Corremos prá lá, conseguimos falar com a tal senhora, mas ela não podia nos atender naquele momento por ser hora de almoço e o sistema estar em manutenção. Disse-nos para voltar dali à uma hora e meia.
Andamos uma quadra até um shopping próximo onde fizemos um lanche como almoço e ficamos fazendo hora. Voltamos à receita e, em 40 minutos saímos com um papel de exportação especial da moto para o Brasil com todos os carimbos devidos.
Caracoles novamente, passamos a aduana chilena sem problemas e na aduana argentina o movimento estava infernal. O Jota ficou na fila dos veículos com a moto e a Tana foi colher informações sobre os trâmites. Por sorte encontrou dois casais de motociclistas de Curitiba, que estavam de Harley e que deram toda a dica da papelada. A Tana providenciou tudo rapidamente e o Jota saiu lá de trás da fila para passar sossegado.
Em território argentino passamos pelo Túnel Cristo Redentor (3.200 m), pela Puente Del Inca e por Los Penitentes, seguindo até Uspallata onde descansamos e abastecemos a moto.
Devido ao adiantado da hora em função dos percalços com o dito papel o Jota resolveu tirar o atraso e dá-lhe acelerar. De repente fez uma ultrapassagem em faixa contínua e já apareceu o quepe do guarda escondidinho atrás da moita. Parou-nos, conversa vai, conversa vem, nos levou 20 dólares. Era uma figura, como diz a Tana, alto e moreno falando castelhano com trejeitos de carioca, cheio de maneirismos e após pegar a propina nos avisou que os colegas estavam mais adiante.
Mais a frente, em local similar ao anterior, realmente estavam lá os colegas. Desses escapamos.
Chegamos a Mendoza às 19h e nos alojamos no hotel Microtel Inn localizado no acesso sul à cidade.
Jantamos no próprio hotel e fomos descansar. Dia cheio.
Salinas Grandes – Argentina