Brasil Centro Norte 2013 – Introdução

UM POUCO DE MUITO BRASIL

Às vezes, em conversas sobre viagens de moto, nós brincamos que conhecemos mais a Argentina, o Chile, o Uruguai e o Peru do que o Brasil (com exceção da Região Sul).

Brincamos? Pois é, nem tanto. Considerando somente as viagens de moto isso realmente é verdade, haja vista a extensão territorial de nosso país. Dentre as desculpas surgiram: “as estradas não são boas”, “vamos deixar prá quando ficarmos mais velhos que daí estaremos em casa” e por aí vai.

Chegou a hora de partir para mais uma grande viagem e, desta vez, as estradas escolhidas são as do centro norte brasileiro, onde deixaremos que a adrenalina nos conduza sobre duas rodas de 21.07 a 23.08.

Nossos corações já pulsam mais forte, de um lado seguros porque estaremos em nossa casa – o Brasil – e por outro a expectativa de como será a nossa aventura. Será que as estradas estão conservadas? Como conviveremos com a mãe natureza? Sol? Chuva? Frio? Calor? Granizo? E o vento, então, cada vez mais forte e assustador?

Entre julho e agosto faremos o que amamos e o que mais nos une – percorrer estradas e conhecer novos lugares, a privilegiada natureza e seu povo com sotaques, costumes e modos de vida tão distintos e  espalhados pela vastidão territorial brasileira.

O Jota & Tana Verde e Amarelo começou em setembro/2012 quando viajamos de Curitiba até Assis Brasil (4.700 km) na divisa do Acre com o Peru.

Na continuidade do projeto verde-amarelo estamos partindo de Curitiba rumo a Belém; um “pulo” em Manaus de avião na ida e de barco na volta, quando subiremos novamente na Joaninha (nossa BMW vermelha e preta) para marcar o asfalto (com poucos buracos… esperamos) rumo a São Luís e Lençóis Maranhenses, Palmas e um expedição pelo Jalapão – santuário ecológico que mistura cerrado, savana e deserto, rica em águas, dona do capim dourado e de dunas de areia dourada.   

No retorno para casa, uma parada em Brasília para curtir a família e conhecer a Marcelinha, nossa sobrinha neta.

“… A mão vira o acelerador e o motor ronca alto, jogando ainda mais alto todo o estresse e as preocupações do dia a dia. É no espaço de tempo entre a partida e a chegada que o motociclista faz o que mais ama, ou seja, percorrer o desconhecido atrás de novos lugares, novas amizades e novos rumos”

(parte de mensagem enviada pelo amigo Nanico, um idealista e sonhador inveterado).

 

Roteiro Brasil Centro Norte: