Atacama 2006


6º dia: terça-feira, 10 de janeiro de 2006, em San Pedro de Atacama-CL

Às 4h30min, frio de deserto, pegamos a van com destino aos Gêiseres de El Tatio. O motivo de sair cedo é que o acesso é bastante difícil e também porque os gêiseres iniciam sua atividade a partir do momento que o sol começa a iluminá-los o que ocorre em torno das 7h.

Chacoalhamos por quase duas horas por estradas terríveis, quando tinha estrada é claro, até que finalmente chegamos à região dos gêiseres. A temperatura ambiente era de -8 graus centígrados. Tomamos um delicioso e quente café servido em mesas dobráveis ao tempo e que fazia parte do nosso pacote turístico.

Logo nasceu o sol e os gêiseres começaram a dar o seu espetáculo com erupções de água quente e vapor que chegam a atingir uns 15 m de altura.

No local existe uma piscina de água quente onde os mais corajosos estavam se banhando.

Subimos na van e seguimos para o vilarejo de Caspana que é um oásis criado, no meio do deserto hostil, com a canalização da água dos gêiseres. A coletividade constrói andenes (degraus) onde são feitas as plantações. A água vai descendo por gravidade e regando todos os andenes. Nenhuma gota é perdida. As plantações são cultivadas por todos e pertencem a todos os moradores. É sempre impressionante e gratificante ver o que o homem consegue quando trabalha em conjunto.

Victor, nosso guia, disse que nos desertos salgados do Atacama nenhum animal sobrevive, nem mosquitos, com exceção do “bicho turista”. O Jota não perdeu tempo e completou “com seus respectivos guias”, gargalhada geral.

Deixamos Caspana e seguimos para Chiu Chiu onde está localizada a igreja mais antiga do Chile, cuja construção data de 1611 e é basicamente feita de cactos. A porta é de lâminas de cactos amarradas com couro cru de lhama. Passeio rápido, fotos e subimos na van para prosseguir.

A próxima parada foi em Pukara de Lasana onde visitamos o museu e as ruínas de Pukara e também almoçamos num restaurante local.

Todos esses locais, inclusive Calama e Antofagasta, são abastecidas pelas águas de El Tatio. Em vários locais é possível ver as tubulações que distribuem essa água.

Após o almoço pudemos descansar um pouco para, em seguida, partir rumo a Calama. No caminho pudemos ver vários petróglifos (desenhos de animais, pessoas, plantas, etc aplicados sobre as rochas). Uma curiosidade: quando uma tribo encontrava um petróglifo fazia outro sobre ele para marcar sua passagem pelo local.

Em Calama a van entrou por um lado da cidade, parou para abastecer e saiu pelo outro lado, direto para San Pedro de Atacama aonde chegamos ao final da tarde. Calama é a cidade base dos trabalhadores da maior mina de cobre do mundo que se localiza em Chuquicamata.

Em San Pedro o Jota foi abastecer a moto no único posto da cidade, onde a “cortesia” do frentista já é famosa entre os motociclistas. Realmente o cara é de uma “finesse” ímpar, não perde nem pro Brucutu.

Jantar de despedida de San Pedro de Atacama e arrumação de bagagem, pois amanhã caímos na estrada novamente.