Atacama 2006


4º dia: domingo, 8 de janeiro de 2006, de San Salvador de Jujuy-AR a San Pedro de Atacama-CL = 542 km em 8 horas (média de 67,75 km/h)

Percurso: San Salvador de Jujuy/Purmamarca/Tilcara/Purmamarca/Susques/Paso de Jama/San Pedro de Atacama

Partimos às 7h2min e logo paramos para abastecer em Volcán, pois no dia anterior como estávamos um pouco cansados não abastecemos na chegada. Ocorre que o posto tinha fechado e estava à venda.

Assim, quando chegamos ao entroncamento com a Ruta 52, em Purmamarca, não entramos seguindo direto até Tilcara a 22 km onde abastecemos a moto. Retornamos os 22 km e entramos em Purmamarca. Começaram as milhares de curvas fechadas.

Passamos pelo Cerro das Sete Colores e mais adiante paramos para fotografar os gigantescos e lindos cactos de altitude.

Certos trechos da estrada nos lembraram a Serra do Rio do Rastro no Brasil. Prosseguimos até 5 km após Susques onde abastecemos a moto, o piloto e a garupa no Parador Pastos Chicos.

Mais adiante chegamos às Salinas Grandes e entramos com a moto nesse salar. Tiramos fotografias e fomos em frente.

Fizemos os trâmites da saída da Argentina na aduana de Paso de Jama. O Jota subiu na moto e foi manobrar para trás nas pedras soltas antes da Tana subir. Fez força e nada da moto se mexer. Foi aí que um turista carioca, que estava babando em cima da La Formosa (a Tana sempre dá nome às motos) apontou e disse “o pneu traseiro está furado”. E estava mesmo.

O Jota deu meia carga de “Tyre Pando” e conseguiu descobrir onde estava o furo quando o produto borbulhou. Kit de reparo de pneu sem câmara na mão, reparo feito. Compressor elétrico mais 10 minutos, pneu cheio. Um “tiozinho”, motorista de caminhão, jogou um pouco de água no reparo e disse “tá bom, não tá vazando”.

Como foi a primeira vez que reparamos pneu ficamos um pouco preocupados, mas aparentemente tudo estava bem.

Entramos no altiplano do Paso de Jama, passando por até 4.700 msnm e vimos para o lado direito da estrada uma tremenda chuva. O Jota pensou “me disseram que no Atacama não chove, então que coisa é essa?” Prosseguimos, sentindo a umidade a uns 20 metros do lado
direito, enquanto na esquerda estava o maior sol. Coisa estranha.

Uns quilômetros nessa situação e então chegamos numa encruzilhada da estrada: para a direita Bolívia, na chuva; para a esquerda San Pedro de Atacama, no sol. Ainda bem.

Chegamos a San Pedro às 15h40min, aduana na entrada e fomos para o hotel El Tatio, na Calle Caracoles, que havíamos reservado. O hotel tinha TV no quarto, mas era enfeite. Só a TV da sala de estar é que funcionava.

Colocamos a moto junto com as cadeiras na beira da piscina de 2 x 3 metros, é isso mesmo, água por aqui é raridade. Checamos a calibragem do pneu consertado, tinha baixado duas libras. Calibramos novamente e fomos jantar num restaurante ao lado do hotel.

Chamou-nos a atenção o fato de que a maior parte do restaurante não tinha telhado. Lá pelo meio do jantar sentimos uns quatro ou cinco pingos de chuva e o garçom nos explicou que foi a chuva do ano.