As Polícias

Durante nossas viagens percebemos que na Argentina, Paraguai e Peru existe uma minoria de representantes da lei que tende a ser corrupta como acontece no Brasil.

Já no Chile e Uruguai nunca tivemos problemas. Sempre estamos com toda a documentação necessária.

Bolívia nunca fomos. Todos nossos colegas motociclistas que viajaram para lá passaram por “perrengues” bastante graves com assaltantes, polícias , postos de abastecimento e até com alguns populares.

Quando somos parados por um policial decidido a criar caso para angariar alguma propina, cada um tem uma maneira diferente de reagir.

No primeiro grupo se enquadram os indivíduos que simplesmente dizem que não estão errados e não concordam com a multa com a qual estão sendo ameaçados. Estes normalmente perdem muito mais tempo de viagem.

Há um segundo grupo que não discute, simplesmente paga a propina que foi pedida e prossegue viagem sem muita perda de tempo.

O terceiro e último grupo, discute a legislação do país, saca máquina fotográfica ou filmadora para inibir os “mordedores”. Esgotada a argumentação, partem para a negociação do valor da propina, alegando que não tem muito dinheiro vivo só cartões de crédito.

Nós, que viajamos sempre solos, nos enquadramos no último grupo (o dos “chorões” negociadores) e a única regra constante, que mantemos nesses encontros desagradáveis,  é a de sermos  sempre gentis e educados, mesmo que a outra parte não o seja. Normalmente isso funciona bem, mas lembramos que cada situação tem suas características únicas a serem resolvidas no momento.

Sempre levamos valores equivalentes entre R$30,00 e R$50,00 junto com os documentos, para não manusear grandes valores na frente dos corruptos.

Às vezes a Tana negocia visando uma maior gentileza com as mulheres. Também já funcionou.

O valor máximo que pagamos até hoje foi o equivalente a R$50,00 e o tempo máximo perdido foi de 15 minutos.